O cantor e compositor Milton Nascimento, de 82 anos, foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy (DCL), uma das formas mais comuns da doença. A informação foi confirmada por seu filho, Augusto Nascimento, em entrevista à Revista Piauí, publicada nesta quinta-feira (2). Segundo a família, essa será a única manifestação pública sobre o estado de saúde do artista, considerado um dos maiores nomes da música brasileira.
De acordo com Augusto, os primeiros sinais surgiram ainda neste ano, quando percebeu no pai lapsos de memória, olhar fixo, repetição de histórias e alterações de apetite. A partir desses sintomas, Milton passou por uma bateria de exames que confirmou o diagnóstico de DCL, condição que apresenta características semelhantes ao Alzheimer, combinadas a distúrbios motores relacionados ao Parkinson, doença já diagnosticada no cantor.
Antes da confirmação, pai e filho decidiram realizar uma viagem de motorhome pelos Estados Unidos, passando por estados como Arizona, Utah, Idaho, Wyoming e Montana. “Quando vi que meu pai apresentava uma piora no quadro cognitivo, perguntei ao médico se seria uma loucura fazer a viagem. Ele disse que, se fosse, era agora”, relatou Augusto, ao justificar a decisão de viver a experiência juntos.
Dono de uma carreira marcada por parcerias históricas, Milton Nascimento se aposentou dos palcos em 2022, após a turnê “A Última Sessão de Música”, que emocionou plateias no Brasil e no exterior. Apesar da despedida dos shows, seguiu participando de projetos musicais e sendo homenageado por diferentes gerações de artistas.
Em 2025, Milton foi celebrado pela Portela no Carnaval do Rio de Janeiro, com o enredo “Cantar será buscar o caminho que vai dar no sol”, que exaltou sua trajetória artística e seu legado na música brasileira. O diagnóstico agora marca uma nova etapa na vida do cantor, que segue cercado pelo carinho da família e pelo respeito de fãs e admiradores em todo o país.

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