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Sono ruim pode destruir seu cérebro: entenda a ligação com o alzheimer

Estudo revela que a falta de sono profundo pode acelerar a degeneração cerebral e aumentar o risco da doença de Alzheimer.

Sono ruim pode destruir seu cérebro: entenda a ligação com o alzheimer
FOTO: REPRODUÇÃO
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Um novo estudo reforça a importância do sono profundo para a saúde do cérebro. Pesquisadores descobriram que não passar tempo suficiente nos estágios mais profundos do sono — como o sono de ondas lentas e o sono REM — pode acelerar a deterioração de regiões cerebrais associadas à doença de Alzheimer. O estudo, conduzido por Gawon Cho, pesquisadora pós-doutoral da Escola de Medicina de Yale, revela que déficits nesses estágios podem provocar o encolhimento da região parietal inferior, uma área do cérebro essencial para processar informações sensoriais e visuoespaciais.

“Descobrimos que a redução do volume dessa região está diretamente ligada à qualidade do sono profundo e REM”, explicou Cho. Segundo a pesquisadora, essa região cerebral é um dos primeiros locais a mostrar sinais de neurodegeneração na doença de Alzheimer. O neurologista Richard Issacson, especialista em prevenção da doença, afirmou que as descobertas confirmam suas observações clínicas ao tratar pacientes em risco. “As métricas do sono profundo previram a função cognitiva, e isso reforça a conexão entre sono e volumes cerebrais”, destacou.

Durante o sono profundo, o cérebro elimina toxinas e células mortas enquanto repara tecidos e fortalece a memória. O sono REM, por sua vez, desempenha um papel fundamental no processamento de emoções e na consolidação de informações. Especialistas recomendam que adultos passem entre 20% e 25% do tempo de sono nesses estágios para garantir um funcionamento cerebral saudável. No entanto, estatísticas apontam que mais de um terço da população adulta não dorme o suficiente, comprometendo esses processos essenciais.

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Com o avanço da idade, a duração do sono profundo tende a diminuir, tornando-se ainda mais crucial adotar hábitos que favoreçam um descanso de qualidade. O sono REM ocorre predominantemente no final da noite, o que significa que dormir tarde e acordar cedo pode prejudicar a passagem pelos estágios mais restauradores do sono. “Quanto mais tempo você fica na cama, maior a chance de atingir esses estágios essenciais”, explicou Issacson. No entanto, simplesmente passar mais tempo deitado não basta; é necessário garantir um sono ininterrupto e de qualidade.

A boa notícia é que é possível treinar o cérebro para dormir melhor adotando medidas de higiene do sono. Criar uma rotina consistente, evitando luzes azuis antes de dormir e garantindo um ambiente escuro e silencioso, pode fazer diferença. “Ir para a cama e acordar no mesmo horário diariamente é essencial”, recomendam especialistas. Além disso, evitar álcool antes de dormir, praticar meditação ou yoga e tomar banhos quentes antes de deitar podem contribuir para um descanso mais eficiente.

Embora não haja um único medicamento capaz de melhorar a qualidade do sono de forma abrangente, especialistas enfatizam que pequenas mudanças nos hábitos diários podem ter um impacto significativo. Para Cho, as pessoas devem assumir um papel ativo na melhoria de seu próprio sono. “Cada indivíduo precisa se comprometer a criar condições ideais para um sono restaurador”, concluiu a pesquisadora.

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