A deputada estadual Dra. Mayara Pinheiro (Republicanos) está considerando não disputar a reeleição em 2026, conforme indicam fontes dos bastidores políticos do Amazonas ao Diversa AM. A decisão estaria motivada pelo desejo de dedicar-se integralmente à sua clínica médica e à carreira na área da saúde.
A possível saída de Mayara marca uma mudança significativa na trajetória de uma das figuras mais proeminentes da política amazonense, que iniciou sua carreira como vice-prefeita de Coari em 2016 e foi a deputada estadual mais votada do estado em 2018, com 50.819 votos .
Filha do ex-prefeito Adail Pinheiro e irmã do deputado federal Adail Filho (Republicanos), Mayara faz parte de uma das famílias mais influentes — e controversas — da política no interior do estado. Mesmo após condenações por crimes como exploração sexual e corrupção, Adail Pinheiro teve os direitos políticos restabelecidos e retornou à prefeitura de Coari em 2024.
Nas eleições municipais do mesmo ano, o grupo político da família mostrou força ao eleger aliados estratégicos fora de sua base tradicional. Em Manaus, o contador Marco Castilhos, ex-secretário em Coari, foi o vereador mais votado do União Brasil, com mais de 14,6 mil votos. Já o advogado Paulo Tyrone (PMB), outro nome ligado aos Pinheiro, também conquistou uma vaga na Câmara Municipal da capital.
A influência da família ultrapassa Coari. Em Itacoatiara, o grupo apoiou a reeleição do prefeito Mário Abrahim (Republicanos) e ajudou a eleger seu filho, Thiago Abrahim (União Brasil), para a Assembleia Legislativa do Amazonas.
Com a possível saída de Mayara, cresce a expectativa de que Adail Pinheiro indique um novo nome da família para disputar vaga na Aleam em 2026, como parte de uma estratégia para manter o controle político conquistado ao longo de décadas.
Apesar das polêmicas, o clã Pinheiro segue como uma força ativa na política local. A eventual aposentadoria política de Mayara pode representar uma reorientação pessoal, mas não sinaliza um recuo da família em seu projeto de poder no Amazonas.

Comentários: