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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026
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Clima de tensão marca depoimento do “Careca do INSS” na CPMI

A sessão chegou a ser suspensa depois que o empresário se recusou a responder às perguntas do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

Clima de tensão marca depoimento do “Careca do INSS” na CPMI
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O depoimento de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, na última quinta-feira, foi marcado por embates com parlamentares e momentos de forte tensão. A sessão chegou a ser suspensa depois que o empresário se recusou a responder às perguntas do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

Antes do impasse, Antunes leu um pronunciamento em que alegou ser alvo de perseguição política, negou envolvimento em irregularidades e classificou sua prisão preventiva como baseada em “premissas equivocadas”. Ele também acusou a imprensa de propagar uma “narrativa fantasiosa”. “O denominado careca do INSS não reflete quem eu sou, tampouco condiz com a minha história de trabalho”, disse.

Acusações do relator

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Sem respostas do depoente, Gaspar fez acusações diretas e afirmou que Antunes estaria protegido por “padrinhos políticos”. O relator o responsabilizou por desvios milionários em associações de aposentados e apontou que os recursos teriam financiado bens de luxo, como carros importados e mansões.

“O que o senhor levou de desespero, fome, a milhões de pessoas não tem perdão”, declarou Gaspar, citando cifras bilionárias atribuídas ao esquema. Ele também levantou suspeitas sobre o envolvimento de ex-servidores do INSS, além de possíveis ameaças a testemunhas.

Eliziane Gama aponta R$ 1,35 bilhão em descontos ilegais

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) atribuiu a Antunes a responsabilidade por R$ 1,35 bilhão em descontos considerados ilegais aplicados a aposentados e pensionistas — valor que, segundo ela, representa apenas parte do total desviado.

De acordo com a parlamentar, os desvios teriam ocorrido por meio de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados com o INSS e beneficiado entidades como Ambec (R$ 500,9 milhões), Unaspub (R$ 267,3 milhões), AP Brasil (R$ 137 milhões), CBPA (R$ 221,8 milhões), Cebap (R$ 195,8 milhões), Asabasp (R$ 22,9 milhões) e AASPA (R$ 6 milhões). Mais de 95% dos descontos, disse ela, ocorreram durante o governo Jair Bolsonaro.

Defesa

Antunes voltou a negar participação em fraudes e argumentou que suas procurações junto às entidades não coincidiam com os períodos de assinatura dos ACTs. “Nunca participei de intermediação de ACT. Todo trâmite tem data, dia e horário. Eu não sou procurador vitalício de ninguém”, afirmou.

O empresário também defendeu o pedido de Eliziane para uma acareação com seu ex-sócio, Rubens Oliveira Costa, que o acusou de ordenar saques e transferências em nome do esquema.

A reunião da CPMI segue com a oitiva de Antunes, sem previsão de encerramento.

FONTE/CRÉDITOS: De Brasília - Especial para Política Diversa
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