MANAUS (AM) - Mestre em Função Social do Direito, especialista em Direito Público, professora universitária e liderança em iniciativas de impacto social, Laura Maria Santiago Lucas é um dos nomes em destaque na disputa pela vaga do Quinto Constitucional do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Reconhecida por sua atuação técnica, acadêmica e institucional, ela representa uma geração de profissionais que alinham excelência jurídica, compromisso público e visão contemporânea de Justiça.
A candidatura de Laura ganhou força após o deferimento oficial concedido pela OAB-AM, que reconheceu a regularidade de sua trajetória profissional e o atendimento integral aos requisitos exigidos no edital. A disputa deste ano será marcada pela histórica paridade de gênero na formação da lista sêxtupla (três mulheres e três homens), que será definida em 19 de dezembro de 2025.
Na advocacia, Laura construiu carreira voltada à promoção dos direitos humanos, ao combate às desigualdades e ao fortalecimento institucional da Justiça. Sua atuação combina experiência prática, pesquisa acadêmica e participação ativa em iniciativas nacionais e internacionais.
É secretária-geral da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica no Amazonas (ABMCJ/AM) e, em 2025, participou do Global Forum of Women in Law, promovido pelo Newman Institute em parceria com a Universidade do Missouri (EUA). No evento, onde ministrou a palestra “Gênero e Poder”, contribuiu para a elaboração da Carta de Cape Girardeau, documento internacional que propõe metas para reduzir a desigualdade de gênero nos tribunais brasileiros.
Também é autora do livro ”Sustentabilidade de Gênero” (Lumen Juris, 2024), obra que conecta princípios ESG à inclusão feminina no mercado de trabalho, e coautora de ”As Especificidades Jurídicas da Região Amazônica” (Tirant, 2025), com capítulo dedicado à mortalidade materna na região.
Em sua atuação institucional, organizou o evento “Cine Mulher – Roteiro Eu Me Dirijo”, que reuniu juristas amazonenses para discutir liderança feminina no Direito. Participou ainda de debates sobre assédio no ambiente profissional, saúde mental e protagonismo jurídico das mulheres.
No cenário internacional, integrou a II Summer School de Ecologia Integral, na Itália, aprofundando discussões sobre cidadania, Amazônia e transformação social.
Compromisso com um Judiciário plural e acessível
A trajetória profissional e acadêmica da advogada reflete uma visão de Justiça conectada às necessidades reais da população, especialmente em temas sensíveis como desigualdade de gênero, direitos fundamentais, desenvolvimento sustentável e acesso ao Judiciário.
Sua candidatura ao Quinto Constitucional sintetiza uma carreira construída de forma consistente e ética, valores que ela destaca como essenciais ao exercício da magistratura.
”O Quinto Constitucional é uma oportunidade de aproximar a advocacia do Judiciário e fortalecer uma Justiça mais humana, técnica e representativa. Coloco meu nome à disposição com responsabilidade e profundo respeito à função pública que essa vaga simboliza”, afirma.

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