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Terça-feira, 21 de Abril de 2026
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Estudo revela que 3 em cada 4 jovens mortos por violência no Brasil são negros

Relatório da Fiocruz aponta desigualdades raciais e de gênero nas taxas de mortalidade e alerta para a falta de políticas públicas voltadas à juventude

Estudo revela que 3 em cada 4 jovens mortos por violência no Brasil são negros
Tomaz Silva/Agência Brasil
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Um estudo divulgado nesta segunda-feira (25) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou que 75% das mortes de jovens por violência ou acidentes no Brasil em 2022 e 2023 foram de pessoas negras. Os dados fazem parte do 1º Informe Epidemiológico sobre a Situação da Saúde da Juventude Brasileira: Violências e Acidentes, elaborado pela Agenda Jovem Fiocruz e pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).

Segundo o levantamento, a taxa de mortalidade entre jovens negros é de 227,5 por 100 mil habitantes, 22% acima da média da juventude em geral (185,5/100 mil) e quase o dobro em relação a jovens brancos (118,1/100 mil) e amarelos (113,1/100 mil). A disparidade se acentua na faixa de 15 a 19 anos: 161,8 mortes por 100 mil entre negros, contra 78,3 entre brancos e 80,8 entre amarelos.

O relatório mostra ainda que 65% das mortes de jovens de 15 a 29 anos foram causadas por violências ou acidentes — proporção muito maior que a da população em geral, de apenas 10%. As diferenças de gênero também são marcantes: homens jovens morrem oito vezes mais que mulheres em situações de violência, com maior incidência na faixa dos 20 a 24 anos. Entre os acidentes, 84% das vítimas no trânsito eram do sexo masculino, mais da metade em motocicletas.

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Outro dado que chama a atenção é o peso das mortes por intervenção policial, responsáveis por 3% dos óbitos entre jovens, contra 1% na população geral. No Rio de Janeiro, o risco de morte violenta entre homens jovens é 50% maior que a média da população masculina. Já entre as mulheres jovens, as notificações de violência chegam a ser três vezes mais frequentes que entre os homens no estado, alcançando taxa de 1.022,3 casos por 100 mil habitantes.

Para os pesquisadores, os números revelam desigualdades estruturais e a urgência de políticas públicas voltadas à proteção da juventude. “É extremamente necessário compreender como a violência se apresenta de maneira distinta em relação à idade, gênero, raça e localização geográfica”, destacou Bianca Leandro, da EPSJV/Fiocruz. Já o coordenador da Agenda Jovem Fiocruz, André Sobrinho, alertou que o direito à vida precisa ser tratado como prioridade: “É preciso ir além dos diagnósticos e enfrentar as causas, que passam pela ausência de políticas públicas e pela forma como a sociedade enxerga seus jovens.”

FONTE/CRÉDITOS: Texto: Maria Souza
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