Tefé (AM) – O ex-servidor da Prefeitura de Tefé, 523 km distante de Manaus, Thiago Motta protocolou uma denúncia junto à Corregedoria do Município e ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) para investigar suposta irregularidade administrativa na Secretaria de Comunicação de Tefé.
Segundo a denúncia, o ex-servidor teria sido impedido de exercer suas funções, de forma presencial, como técnico administrativo, e ainda assim continuaria a receber o salário. Ele afirma que o impedimento partiu diretamente do titular da pasta, Nixon Souza, que alegava “falta de espaço físico” e o orientou a permanecer em casa, sem atribuições formais.

Em sua manifestação, Thiago afirma que a orientação foi reiterada diversas vezes e apresenta como prova registros de conversas por aplicativo de mensagens. A decisão de pedir exoneração, segundo ele, ocorreu para evitar a continuidade do recebimento sem efetivo trabalho, o que considera ilegal.

O ex-servidor também aponta que outros funcionários da secretaria estariam na mesma situação, alguns deles, inclusive, fora do município. Com base nessas informações, solicita ao Ministério Público que apure a existência de um eventual esquema de pagamentos indevidos e se houve omissão de órgãos de controle interno.
Improbidade administrativa
O caso levanta suspeitas de violação à Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), especialmente nos artigos que tratam do dano ao erário público e da violação aos princípios da administração pública, além de possível enquadramento no crime de peculato-desvio, previsto no artigo 312 do Código Penal.
A Promotoria de Justiça de Tefé deve avaliar a abertura de inquérito nos próximos dias.
A reportagem tentou contato com o secretário, via Whatsapp, mas até a publicação não houve retorno. O texto será atualizado caso haja posicionamento.

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