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Quarta-feira, 03 de Junho de 2026
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Lítio pode ser chave para retardar Alzheimer e envelhecimento cerebral, aponta estudo de Harvard

Pesquisa inédita mostra que o metal, presente naturalmente no organismo, desempenha papel essencial na saúde do cérebro

Lítio pode ser chave para retardar Alzheimer e envelhecimento cerebral, aponta estudo de Harvard
Getty Imagens
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Pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard anunciaram uma descoberta que pode transformar o entendimento sobre a doença de Alzheimer e o envelhecimento cerebral. Após quase uma década de estudos, eles identificaram que o lítio — metal amplamente conhecido como estabilizador de humor — exerce um papel vital para o funcionamento saudável das células e para a preservação da saúde do cérebro. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (6) na revista científica Nature.

O lítio é utilizado na medicina há décadas para o tratamento de transtornos como depressão e transtorno bipolar, tendo sido aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos em 1970. No entanto, os cientistas descobriram agora que ele também está naturalmente presente no corpo humano em pequenas quantidades, sendo necessário para o funcionamento celular de forma semelhante a nutrientes como a vitamina C e o ferro.

Nos experimentos realizados com camundongos, a equipe de Harvard, em parceria com a Universidade Rush, constatou que a deficiência de lítio na dieta de animais saudáveis provocou inflamação cerebral e sinais de envelhecimento acelerado. Em camundongos geneticamente modificados para desenvolver alterações semelhantes às do Alzheimer, a falta do mineral intensificou o acúmulo de proteínas anormais no cérebro, conhecidas por formar placas e emaranhados típicos da doença, além de acelerar a perda de memória.

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Por outro lado, quando os cientistas mantiveram níveis adequados de lítio nos animais durante o envelhecimento, observaram uma proteção significativa contra as alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer. Esses resultados indicam que a manutenção de níveis saudáveis do mineral pode ter efeito preventivo na degeneração cerebral associada à idade.

Se as futuras pesquisas confirmarem os achados, o estudo poderá abrir caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos e métodos de diagnóstico precoce para o Alzheimer, que hoje afeta cerca de 6,7 milhões de idosos nos Estados Unidos, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A descoberta também levanta questões sobre a importância da ingestão adequada de lítio na dieta humana e seu potencial uso como estratégia de saúde pública.

FONTE/CRÉDITOS: Texto: Maria Souza
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