Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (20) pela Quaest, em parceria com a Genial Investimentos, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT têm a aprovação da maior parte dos eleitores na condução do embate comercial com os Estados Unidos, após o tarifaço imposto por Donald Trump a produtos brasileiros. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 13 e 17 de agosto e possui margem de erro de dois pontos percentuais.
De acordo com os dados, 48% dos entrevistados consideram que Lula e o PT são os que melhor têm reagido à medida norte-americana — uma alta de quatro pontos em relação à pesquisa anterior, feita em julho. Já 28% acreditam que os bolsonaristas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), têm apresentado respostas mais adequadas ao episódio. A avaliação direta da postura de Lula também divide opiniões: 44% aprovam sua resposta, enquanto 46% a desaprovam, configurando empate técnico.
A desaprovação em relação à atuação da direita, no entanto, é maior. Eduardo Bolsonaro, por exemplo, tem insistido em pressionar o governo dos EUA para ampliar sanções contra o Brasil, movimento que não encontra respaldo significativo na população. As posições defendidas pelo clã Bolsonaro e aliados da oposição são reprovadas por uma parcela mais expressiva dos eleitores em comparação ao atual presidente.
Outro ponto destacado pelo levantamento é a preferência pela via diplomática. Para 67% dos entrevistados, a saída negociada é a melhor forma de enfrentar o impasse, percentual que cresceu em relação ao estudo anterior. Já a defesa de uma retaliação comercial, taxando produtos norte-americanos em resposta às medidas de Trump, recuou e hoje reúne menos apoiadores.
A pesquisa também mostra forte rejeição popular às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Sete em cada dez brasileiros (71%) avaliam que Trump errou ao punir o Brasil sob a justificativa de uma suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Apenas 21% consideram que a decisão norte-americana foi correta, sinalizando amplo apoio interno a uma solução negociada e ao posicionamento adotado por Lula.

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