MANAUS (AM) - A relação do deputado federal, Amom Mandel com a imprensa não está nada amistosa, isso porque o candidato à prefeitura de Manaus pelo Cidadania tem se recusado a responder os questionamentos de jornalistas e partido para ataques pessoais.
O episódio mais recente aconteceu com a jornalista Paula Litaiff, apresentadora da Band News e diretora da Revista Cenarium, após a profissional questionar o uso de fone de ouvido pelo deputado no debate da Band, realizado na quinta-feira, 8.
“O candidato a prefeito de Manaus, Amom Mandel, justificou o uso de fone de ouvido no debate da Band por ser autista. A pergunta é: por que Amom não é visto com fone de ouvido na tribuna e reuniões políticas?”, questionou Litaiff na rede social X, antigo Twitter.
Amom retuitou a pergunta e acusou a jornalista de capacitismo – discriminação de pessoas com deficiência –, ele ainda supôs que ela estava fazendo isso para defender outro candidato. “Me responde uma pergunta, Paula: você realmente tá disposta a fazer esse tipo de ataque e apelar ao capacitismo para proteger teu candidato?”, escreveu o deputado.

Anteriormente, durante a convenção do Cidadania, o deputado federal, atacou uma equipe de reportagem do portal CM7, que questionou a pouca idade e experiência da chapa de Amom.
“Me responde quem paga as contas do CM7 que eu respondo a tua pergunta. Eu respondo: Tribunal de Contas, órgãos públicos da cidade de Manaus, prefeitura de Manaus e Governo do Estado. Eu não respondo pergunta de quem vem mal-intencionado”, finalizou Amom, ignorando a imprensa.

Não é de hoje...
Não é de hoje que a relação de Amom com a imprensa está azeda. Em fevereiro deste ano, o parlamentar desqualificou os profissionais da imprensa e acusou os portais de receberem pix para divulgar “fake news” contra ele.
O episódio ocorreu após a imprensa divulgar que a irmã de Amom, a empresária Rebecca Mandel, recebeu Auxílio Emergencial no período de abril de 2020 a outubro de 2021. A legislação (MP 1.000/2020) previa o auxílio a famílias com renda per capita de R$ 519,50.
“O pessoal que tá pagando Pix, aí, pra esses ‘portaizinhos’ espalharem fake news, fica ligado (sic), fica ligado”, declarou o parlamentar na época.

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