A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (4/11), o Projeto de Lei nº 3935/08, que amplia gradualmente de 5 para 30 dias a licença-paternidade. A medida valerá para trabalhadores que se tornarem pais biológicos, adotivos ou que obtiverem a guarda judicial de uma criança ou adolescente. Conforme o texto substitutivo apresentado pelo relator, deputado Pedro Campos (PSB-PE), o pagamento integral do período de afastamento será feito pela empresa, com possibilidade de compensação nos repasses à Previdência Social.
Durante a votação, Pedro Campos, que é pai de uma menina de um ano, destacou em discurso a relevância da presença paterna nos primeiros dias de vida da criança.
“Hoje é o dia em que esta Casa oferece uma resposta à sociedade. Falo também como pai, alguém que pôde acompanhar de perto o nascimento e o primeiro ano da minha filha Nina. Estive ao lado da minha esposa nesses momentos e precisei assumir, muitas vezes, um papel complementar ao dela”, afirmou o deputado.
Campos também relatou as dificuldades enfrentadas pela família com a amamentação.
“Minha esposa teve dificuldades para amamentar, como ocorre com tantas mulheres. Foi preciso fazer translactação, usar sonda, preparar a fórmula nas madrugadas. A cada vez que nossa filha acordava, nós dois levantávamos — ela lutando para amamentar e eu ajudando no que fosse preciso. […] Por isso, leio este voto com grande alegria”, declarou.

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