A deputada Érika Hilton (PSOL-SP) criticou a articulação da oposição para retomar a votação da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para ela, a ofensiva da extrema-direita “rebaixa o Parlamento brasileiro” e tenta “parar o Congresso para defender um criminoso”, enquanto a Câmara acumula atrasos em pautas centrais, como o Orçamento.
“É impressionante o quanto o Congresso, ou uma parte dele, sempre busca pautas antipopulares. A extrema-direita pode fazer o estardalhaço que quiser. Bolsonaro enterrou a pauta da anistia quando tentou violar as determinações do ministro Alexandre de Moraes e a própria tornozeleira”, afirmou a parlamentar ao Diversa.
Hilton disse que não há ambiente político (nem no centro nem na esquerda) para qualquer tentativa de votação. “Essa é uma maneira de prejudicar os trabalhos da Casa e o povo brasileiro. São quatro e meia da tarde, não tem trabalho, porque há uma pressão da oposição para liberar um homem que tentou dar um golpe de Estado, atentou contra autoridades e ainda quis burlar uma tornozeleira eletrônica.”
Ela também criticou o foco da direita às vésperas do período eleitoral. “A extrema-direita permanece tentando legislar para uma pessoa e sua família. O Congresso Nacional não é a casa do Bolsonaro. Nós não estamos aqui pagos com recursos do povo para trabalhar para Jair Bolsonaro”, disse, lembrando que o país segue demandando respostas em áreas como emprego, moradia e segurança pública.
“O Brasil quer falar de emprego, de moradia, celebrar políticas importantes. Nós nem começamos a discutir o Orçamento e eles querem anistia”, afirmou, ao ironizar as versões apresentadas por Bolsonaro sobre o episódio da tornozeleira de “topada no móvel” a “curiosidade” e, mais recentemente, “paranoia”.
“O brasileiro não é tonto, o Judiciário não é tonto. O único tonto é Jair Messias Bolsonaro, que tentou fugir como Ramagem, como Carla Zambelli, como Eduardo Bolsonaro e, por ser um pateta, não conseguiu”, disparou. Para ela, parlamentares que insistem na anistia se comportam como cúmplices.

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