Um apagão atingiu a cidade de Manaus na madrugada desta terça-feira (14), deixando bairros inteiros sem energia elétrica por cerca de uma hora. O blecaute também foi registrado nos municípios de Parintins e Itacoatiara, além de outras capitais e cidades em diferentes regiões do Brasil. Segundo a Amazonas Energia, a interrupção começou por volta das 23h30 e o fornecimento foi restabelecido gradualmente até 0h25.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), a falha foi provocada por um incêndio na subestação de Bateis, localizada em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (PR). O incidente comprometeu o funcionamento do Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável por distribuir energia em grande parte do país. A pane afetou estados como Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins, onde o blecaute durou entre 10 e 20 minutos.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirmou, em nota, que cerca de 10 mil megawatts (MW) de carga foram interrompidos durante o episódio. O órgão afirmou que, assim que a falha foi identificada, equipes técnicas iniciaram uma ação conjunta com as concessionárias locais para restabelecer o serviço o mais rápido possível. A operação emergencial garantiu o retorno da energia na maior parte das regiões ainda durante a madrugada.
Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou que o apagão não está relacionado à falta de geração de energia. “É importante que a população entenda o que acontece neste momento. Não é falta de energia. É um problema na infraestrutura que transmite a energia”, afirmou.
Silveira também destacou que o país conta hoje com um sistema elétrico mais seguro e integrado. “Estamos com obras em todo o Nordeste brasileiro e também ligamos Manaus a Boa Vista. Temos mais segurança energética. Foi um episódio pontual, e o Operador Nacional do Sistema deu pronta resposta graças a um moderno sistema de controle”, concluiu o ministro.

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