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Futurecom 2025 começa com debates sobre Saúde 5.0, inteligência artificial e energia limpa

Especialistas ressaltam que inovação deve caminhar junto com inclusão digital, regulação e sustentabilidade

Futurecom 2025 começa com debates sobre Saúde 5.0, inteligência artificial e energia limpa
Rubia Lima
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A 30ª edição da Futurecom, um dos maiores encontros de tecnologia, telecomunicações e cibersegurança do país, começou nesta terça-feira (30/9), em São Paulo. Até o dia 2 de outubro, a São Paulo Expo será palco de discussões sobre como as inovações digitais podem transformar setores estratégicos, como saúde, energia e educação.

Entre os destaques do primeiro dia, dois painéis marcaram a abertura do palco Future Congress: o de Saúde 5.0, voltado à humanização do atendimento com apoio da tecnologia, e o de Clean Tech Solutions, promovido pelo IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos), que discutiu os impactos da inteligência artificial (IA) no consumo energético e nos desafios de sustentabilidade.

Especialistas debatem na Futurecom 2025 como a Saúde 5.0 pode revolucionar o atendimento por meio de inteligência artificial, conectividade e dispositivos vestíveis (Foto: Rubia Lima)
Especialistas debatem na Futurecom 2025 como a Saúde 5.0 pode revolucionar o atendimento por meio de inteligência artificial, conectividade e dispositivos vestíveis. (Foto: Rubia Lima)

 

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Saúde 5.0 e o paciente no centro

O painel sobre saúde reuniu Edson Amaro Junior, médico neurorradiologista do Hospital Albert Einstein, Renato Citrini, gerente sênior da Samsung, Sônia Castral, analista da TGT, e Ana Claudia Ferraz, diretora de Vendas da Claro Empresas, com mediação de Claudio Coelho, da Associação Brasileira de Startups de Saúde e HealthTechs (ABSS).

Os especialistas apontaram que a Saúde 5.0 combina inteligência artificial, big data, dispositivos vestíveis (wearables) e conectividade IoT para colocar o paciente no centro do cuidado. “Com o apoio dos dados, será possível personalizar tratamentos e ampliar o acesso à medicina, fortalecendo a telemedicina”, disse Sônia Castral.

Renato Citrini destacou que smartwatches e anéis inteligentes já ajudam a monitorar parâmetros como o sono, oferecendo indícios de possíveis distúrbios. “Um estudo com o Galaxy Watch mostrou que o tempo de sono dos brasileiros diminui ao longo da semana, o que pode sinalizar problemas a serem investigados”, explicou. Apesar disso, reforçou que os dispositivos não substituem a orientação médica.

Para Ana Claudia Ferraz, a expansão da conectividade será decisiva para democratizar a saúde digital. “Sem internet de qualidade, regiões remotas não conseguem acessar telemedicina ou recursos de monitoramento em larga escala”, afirmou. Já o médico Edson Amaro Junior destacou a importância de políticas públicas que garantam a segurança dos dados e preparem profissionais para lidar com as novas tecnologias.

Energia limpa e o avanço da inteligência artificial

No painel organizado pelo IEEE, especialistas de universidades como Unicamp, UFRA, Poli-USP e UFCG discutiram os impactos da IA no setor energético.

O professor Otávio Chase (UFRA) citou o exemplo de um data center em construção no Ceará, que deve consumir 2 mil megawatts de potência instalada e 30 mil litros de água por dia para refrigeração. “Energia e resfriamento são as maiores demandas da IA. A questão é se vamos usar água potável, biocompósitos ou bioenergia para enfrentar esse desafio”, disse. Outros empreendimentos semelhantes estão previstos para Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Chase ressaltou ainda a necessidade de regulação. “Não é a primeira tecnologia a apresentar riscos. O urânio também trouxe enormes desafios. O que precisamos agora é de marcos regulatórios sólidos, capazes de garantir o uso seguro e ético da inteligência artificial”, afirmou.

Em resposta ao Correio Braziliense, ele destacou como a IA pode apoiar a democratização do acesso à energia solar em comunidades de baixa renda. Ele lembrou o projeto realizado em 2020, no Marajó (PA), que levou sistemas fotovoltaicos a 62 escolas. “Muitas crianças nunca tinham visto um freezer ou acessado a internet. Com energia solar, foi possível instalar computadores e recursos multimídia, ampliando o acesso à educação e à tecnologia”, relatou.

Inclusão e sustentabilidade como prioridade

Tanto nos debates sobre saúde quanto nos de energia, um ponto em comum ficou evidente: a inovação só será transformadora se vier acompanhada de inclusão digital, conectividade e regulação responsável.

O primeiro dia da Futurecom 2025 mostrou que o Brasil tem potencial para liderar soluções em inteligência artificial, saúde digital e energia limpa, desde que consiga equilibrar avanço tecnológico, sustentabilidade e igualdade de acesso.

FONTE/CRÉDITOS: Diversa AM
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