Nesta quarta-feira (9), a Terra vai registrar o dia mais curto do ano. Isso acontece porque o planeta vai girar em torno de seu próprio eixo em uma velocidade ligeiramente maior do que o normal, fazendo com que a duração do dia seja 1,30 milissegundo menor que o habitual.
Em condições normais, a Terra leva cerca de 86.400 segundos — ou 24 horas exatas — para completar uma rotação completa. Nesta quarta, no entanto, esse movimento será finalizado um pouco mais rapidamente, encurtando o dia de forma imperceptível para os seres humanos.
Para quem acha que está “perdendo tempo”, não há motivo para alarme: o encurtamento é extremamente pequeno. Um milissegundo equivale à milésima parte de um segundo, e o tempo perdido nesta quarta será menor que o de um piscar de olhos, que leva, em média, 300 milissegundos.
Embora curioso, o fenômeno não é inédito. Ainda em 2025, os dias 22 de julho e 5 de agosto também deverão ser ligeiramente mais curtos, com 1,38 e 1,51 milissegundo a menos, respectivamente. Esses encurtamentos ocorrem de forma esporádica e têm sido registrados com mais frequência nos últimos anos.
Cientistas ainda buscam compreender por que essas variações na rotação da Terra ocorrem. Entre os possíveis fatores estão movimentos no núcleo do planeta, variações gravitacionais, atividade sísmica e até alterações no clima. No entanto, até agora, não há uma explicação definitiva.
Apesar da incerteza, os especialistas garantem que essas alterações são naturais e não oferecem risco. As mudanças na rotação da Terra já ocorreram ao longo de toda a sua história — e continuarão acontecendo sem afetar a vida cotidiana.

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