O Amazonas enfrenta um dos cenários mais críticos de inadimplência no país em 2025. De acordo com o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa Experian, 54,5% da população adulta do estado está com contas em atraso. O índice supera a média nacional e coloca o Amazonas entre os mais endividados do Brasil, ao lado de Mato Grosso do Sul (54,1%) e abaixo apenas de estados como Amapá (64%) e Distrito Federal (60,9%).
No total, o Brasil atingiu um recorde histórico de 72 milhões de pessoas inadimplentes neste ano, além de 8 milhões de empresas negativadas — o maior número já registrado. Embora São Paulo concentre o maior volume absoluto de devedores, estados como Santa Catarina (36,5%) e Piauí (37%) apresentam percentuais bem abaixo da média nacional.
Em Manaus, onde se concentram a maior parte dos registros, o endividamento é impulsionado pelo desemprego, pelo alto custo de vida e pela dependência de crédito de curto prazo, como cartões de crédito e empréstimos pessoais. Já no interior, o problema é agravado pela informalidade, pela falta de acesso a crédito acessível e pelos elevados custos logísticos.
Especialistas destacam que, no Amazonas, a inadimplência não é apenas reflexo da crise econômica nacional, mas também resultado de desigualdades históricas e da ausência de políticas públicas consistentes para o desenvolvimento da região. Esse quadro impacta não só as famílias, mas também pequenos e médios negócios, que enfrentam retração do consumo e dificuldade de acesso a capital de giro.
Apesar do aumento nas renegociações de dívidas em plataformas digitais, o cenário segue preocupante. No Amazonas e no restante do país, a inadimplência se consolidou como um fenômeno social que limita o consumo, enfraquece empresas e compromete o futuro de milhões de brasileiros.

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