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Sabado, 02 de Maio de 2026
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No mês do Orgulho LGBTQIAPN+, mulher trans é agredida por motociclista de aplicativo em Manaus

A vítima denunciou o suspeito pelo crime de transfobia, previsto desde 2019 no Brasil, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que equiparou atos discriminatórios contra pessoas LGBTQIAPN+ ao crime de racismo.

No mês do Orgulho LGBTQIAPN+, mulher trans é agredida por motociclista de aplicativo em Manaus
Reprodução/Internet
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MANAUS (AM) — No mês em que é celebrado o Orgulho LGBTQIAPN+, a técnica de enfermagem Karla Eshiley, mulher trans e ativista pelos direitos da população trans no Amazonas, foi vítima de agressão verbal e física por parte de um motociclista de aplicativo. O caso ocorreu nessa segunda-feira, 16, no bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus, e está sendo denunciado como mais um episódio de transfobia.

Ela registrou um boletim de ocorrência contra o autor do crime, passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e relatou a denúncia ao suporte do aplicativo. Karla, que também atua como cuidadora de idosos e é diretora da Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Amazonas (Assotram), relatou que a violência começou logo no início da corrida. O motociclista, que havia sido chamado por meio de um app de transporte, demonstrou resistência ao saber que levaria uma mulher trans se referindo a ela com agressividade desde o primeiro contato.

"Eu subi na moto, ele ficou parado e perguntou se eu ia para Constantino Nery. Eu disse que era para Petrópolis. Mostrei o endereço certo no aplicativo, mas ele já estava agressivo. Quando disse que eu era a Karla, ele ficou espantado. Eu já senti o preconceito ali", afirmou a vítima ao Diversa AM.

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Segundo o relato, o clima de tensão continuou até o fim do trajeto. Ao chegar no local de trabalho, Karla tentou fazer o pagamento da corrida dividindo o valor entre dinheiro em espécie e Pix, o que gerou uma discussão. O motociclista reagiu de forma violenta, chegou a pegar o celular da vítima e, após o pagamento, começou a proferir ofensas transfóbicas.

"Depois que paguei, comecei a reclamar do atendimento dele. Foi quando ele me chamou de 'viado'. Aí ele tentou me dar uma capacetada. Me abaixei, o golpe passou direto, e eu reagi. Ele ainda me acertou um soco na boca", contou Karla.

Ela relatou que conseguiu as imagens da agressão com a ajuda de colegas de trabalho que captaram o ocorrido por meio de câmeras de segurança. O vídeo mostra claramente os momentos de agressão e pode servir como prova em um eventual processo.

Até o momento, a plataforma de transporte ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

FONTE/CRÉDITOS: Redação/Política Diversa
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