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Quinta-feira, 07 de Maio de 2026
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Nortistas vencem concurso nacional de fotografia da Anatel e ampliam a visibilidade da Amazônia no mundo digital

A premiação, criada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), busca aproximar a sociedade da temática da conectividade e da presença da telecomunicação na vida cotidiana

Nortistas vencem concurso nacional de fotografia da Anatel e ampliam a visibilidade da Amazônia no mundo digital
Priscilla Peixoto
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Do berço da Amazônia direto para a capital do país. O primeiro e o segundo lugar da 2ª edição do Prêmio de Fotos e Vídeos da Anatel foram conquistados por dois artistas nortistas: o paraense Josué Castilho França e a amazonense Carolina Costa, colaborada do Diversa AM. Ambos romperam a bolha geográfica e simbólica para levar à Brasília a potência da arte produzida no Norte, com narrativas próprias e imagens que dialogam com o Brasil profundo — aquele que por vezes é silenciado, mas que pulsa com força. 

A premiação, criada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), busca aproximar a sociedade da temática da conectividade e da presença da telecomunicação na vida cotidiana.

Em sua segunda edição, o prêmio teve como mote “Mundo digital conectando vidas”, e atraiu participantes de todo o país com olhares diversos sobre a relação entre pessoas, territórios e tecnologia.

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Foi nesse contexto que Josué Castilho, fotógrafo e artista visual da Vila do Cocal, na Ilha do Marajó (PA), inscreveu a imagem “Conexão Ribeirinha”.

A fotografia retrata a vida e o cotidiano de comunidades que, mesmo afastadas dos grandes centros, também se conectam ao mundo digital — à sua maneira, com sua estética e cultura.

“Quando eu li o edital e vi que o tema era conectividade no mundo digital, eu quis trazer a identidade cabocla ribeirinha da Amazônia como visualidade para esse festival”, conta Josué. “Essa fotografia é um testemunho vivo, mas mais do que isso: é um manifesto. Eu manifesto ali a nossa ancestralidade, nossa existência, nossa resistência”, declara, emocionado

Josué Castilho, fotógrafo e artista visual

 

Para ele, estar em Brasília vestindo sua roupa colorida, com chapéu de palha, representa mais que estilo: é identidade. “O caboclo marajoara veio todo de laranja cenoura porque nós queremos ser vistos. Queremos ser lembrados. Nós precisamos furar essa bolha. Isso tudo também é nosso”.

Ao seu lado no pódio estava Carolina Costa, fotógrafa e jornalista de Novo Airão (AM), que conquistou o segundo lugar com uma imagem feita em Lábrea, no sul do Amazonas.

A foto mostra o registro das intensas queimadas que atingiram a região — um retrato sensível da realidade de quem convive com a destruição ambiental e encontra na imagem uma forma de mobilização e denúncia.

“A foto foi tirada após um vizinho que, diante das queimadas, compartilhou no grupo da comunidade o que estava acontecendo  para chamar os bombeiros mais rápido. Essa ação simples mostra o quanto o olhar de quem vive ali é potente. E isso, para mim, é essencial: mostrar o nosso lugar com os nossos olhos”, explica Carolina.

Para ela, o prêmio representa não só um reconhecimento profissional, mas também uma vitória coletiva de mulheres e nortistas em um cenário ainda dominado por olhares masculinos e do sudeste.

É sempre um prêmio muito masculino. Fotografia ainda é um espaço majoritariamente ocupado por homens. Então ter dois nortistas — um homem e uma mulher — entre os premiados mostra que estamos ocupando esses espaços da forma certa, com nossas pautas, nosso olhar”, afirma.

Carolina Costa, fotojornalista

 

Com carreira profissional em ascensão desde 2018, Carolina já foi indicada a outros prêmios importantes. Em sua trajetória, o engajamento social e o compromisso com narrativas reais têm sido constantes.

Além da premiação, os dois fotógrafos participam de uma exposição coletiva na sede da Anatel, em Brasília. O espaço está aberto ao público, com as imagens finalistas do concurso dispostas em painéis no mezanino da agência.

Vencedores do Prêmio "Mundo Digital Conectando Vidas"- Anatel 

 

Arte como ponte

Criado com a proposta de aproximar a sociedade da atuação da Anatel, o prêmio busca transformar a percepção das pessoas sobre o papel das telecomunicações no cotidiano brasileiro. A iniciativa convida fotógrafos e videomakers de todo o país a refletirem, por meio da arte, sobre os impactos da conectividade na vida das pessoas.

A segunda edição do concurso, intitulada “Mundo Digital Conectando Vidas”, teve como foco o poder das conexões humanas em um mundo cada vez mais atravessado por tecnologias. O prêmio também teve o apoio de empresas do setor de telecomunicações e contou com uma exposição das obras selecionadas no mezanino da sede da Anatel, em Brasília.

FONTE/CRÉDITOS: Maria Souza/ Diversa AM- Política Diversa
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