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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
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PF aponta uso de agências da Caixa e Santander em movimentações milionárias de organização criminosa

Esquema ligado ao setor de combustíveis teria lavado R$ 331 milhões em depósitos não identificados

PF aponta uso de agências da Caixa e Santander em movimentações milionárias de organização criminosa
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A Polícia Federal (PF) identificou que agências da Caixa Econômica Federal e do Santander foram usadas para movimentações milionárias de uma organização criminosa que dominou parte do setor de combustíveis no país. Segundo relatório do Grupo de Investigações Sensíveis (Gise), os investigados realizaram 9.560 depósitos em espécie, que somaram R$ 331 milhões, sem comunicação obrigatória aos órgãos de controle. As operações faziam parte do esquema desmantelado pela Operação Tank, braço da Operação Carbono Oculto.

De acordo com a legislação antilavagem de dinheiro, bancos devem comunicar ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) todas as transações suspeitas ou acima de R$ 30 mil, identificando clientes e a origem dos recursos. Porém, conforme a PF, “não consta a identificação depositante em nenhum desses depósitos”, o que contraria as normas vigentes. As quantias estavam vinculadas à empresa Tycoon Technology Instituição de Pagamento, criada em 2016 em Curitiba, mas que, segundo os investigadores, era usada para movimentar dinheiro vivo de postos de gasolina por meio de contas-bolsão e ordens de crédito por teleprocessamento.

A Caixa afirmou, em nota, que colabora com as autoridades competentes e dedica atenção especial ao monitoramento de indícios de lavagem de dinheiro. O Santander disse manter “sistemas robustos e contínuos de controle” e reiterou seu compromisso com a legislação, mas ressaltou estar legalmente impedido de comentar casos específicos. Ainda segundo a PF, a Caixa levou seis meses para responder pedidos de identificação dos depósitos suspeitos.

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O relatório aponta que 96,7% dos créditos movimentados nas contas ligadas à Tycoon eram em dinheiro vivo. Apenas na Caixa, a instituição registrou 1.336 depósitos que totalizaram R$ 164,9 milhões, destinados principalmente ao BK Bank e a empresas ligadas ao empresário Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, apontado como um dos líderes do esquema. No Santander, uma conta no bairro do Bom Retiro, em Curitiba, recebeu R$ 91,2 milhões em créditos, 90% deles vinculados a transações OCT.

A Justiça Federal decretou a prisão preventiva de 14 investigados, incluindo os empresários Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Loco”, ambos foragidos. O BK Bank, citado como intermediário das transações, teria movimentado R$ 46 bilhões em cinco anos, dos quais R$ 17,7 bilhões em operações consideradas suspeitas. Em nota, o banco afirmou atuar com “total transparência” e seguir padrões de compliance.

Além da Caixa e do Santander, outras instituições foram citadas no relatório. O Banco Rendimento e a fintech Line teriam operado contas ocultas e esquemas de contas-bolsão para a Tycoon. A Line, por exemplo, creditou mais de R$ 102 milhões à distribuidora de combustíveis Duvale, que devolveu cerca de R$ 31 milhões à fintech. Para a PF, tais movimentações evidenciam indícios de lavagem de capitais, reforçando a complexidade e o alcance nacional do esquema criminoso.

FONTE/CRÉDITOS: Texto: Maria Souza
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