MANAUS (AM) - O vereador de Manaus Diego Afonso (União Brasil) divulgou uma nota pública negando as acusações de agressão contra a esposa, Ingrid da Silveira Frota. A manifestação ocorreu na noite desta segunda-feira, 9, após a denúncia apresentada por Ingrid na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), que investiga o caso e concedeu medida protetiva em favor da mulher com base na Lei Maria da Penha.
O parlamentar afirma as acusações são falsas e que existem provas, como fotos e vídeos, que demonstrariam que ele não cometeu agressões contra a ex-companheira. De acordo com a nota, os fatos serão esclarecidos no âmbito do Poder Judiciário. “O vereador reafirma seu absoluto respeito às instituições, à Justiça e ao devido processo legal”, diz trecho da nota.

Diego também declarou que atravessa um momento difícil na esfera familiar, afirmando que o processo de separação do casal se arrasta há cerca de um ano. Segundo o vereador, diante da impossibilidade de acordo entre as partes, teria sido iniciado recentemente um processo de separação litigiosa, situação que teria levado à mudança de residência enquanto aguarda a resolução judicial do caso.
Diego Afonso também informou que registrou um boletim de ocorrência relatando o suposto furto de pertences e de equipamentos de armazenamento de dados na residência onde o casal vivia. O caso, segundo ele, também está sendo apurado pelas autoridades.
Denúncia e medida protetiva
As autoridades, Ingrid afirmou que estaria enfrentando episódios de perseguição, controle e ameaças por parte do vereador. De acordo com o depoimento, ela relatou que suas atividades estariam sendo monitoradas e que o parlamentar teria dificultado situações do cotidiano. Ela também mencionou episódios de ameaças e violência patrimonial.
Em manifestação pública, Ingrid afirmou que as autoridades já analisam o caso e que a Justiça concedeu medida protetiva em seu favor com base na Lei Maria da Penha.
“No âmbito da Lei Maria da Penha, foi concedida medida protetiva em meu favor, a qual resultou no afastamento do lar por determinação judicial, evidenciando que o Poder Judiciário reconheceu a gravidade dos fatos relatados”, declarou em comunicado.

Contestação sobre suposto furto
Ingrid também contestou a versão apresentada pelo vereador sobre o suposto furto ocorrido na residência do casal. Segundo ela, os bens mencionados fariam parte do patrimônio comum.
“Causa estranheza a tentativa de criar uma narrativa de suposto ‘furto’ dentro da residência onde sempre vivi”, afirmou.
A mulher também declarou desconhecer qualquer tentativa formal de separação judicial iniciada no período citado pelo parlamentar. “Desconheço qualquer tentativa formal de separação judicial iniciada há cerca de um ano”, disse.
Por fim, Ingrid afirmou que não pretende detalhar o caso neste momento, em respeito aos filhos do casal e ao andamento do processo judicial.

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