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Quarta-feira, 22 de Abril de 2026
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TJAM condena falsa médica por exercício ilegal da medicina em Manaus

Educadora física usava carimbo furtado e registro falso no CRM para realizar atendimentos ilegais e se apresentava como especialista em cardiopatia infantil

TJAM condena falsa médica por exercício ilegal da medicina em Manaus
Reprodução
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O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) condenou Sophia Livas de Morais Almeida, de 32 anos, pelo crime de exercício ilegal da medicina. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (22) e refere-se à atuação da educadora física, presa desde maio, que se passava por médica e realizava atendimentos sem possuir formação ou registro profissional na área da saúde.

Segundo a Polícia Civil, Sophia furtou o carimbo de uma médica residente e utilizava indevidamente o registro profissional da jovem junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM) para atender pacientes de forma irregular. As investigações apontaram que a falsa médica se valia desses artifícios para conferir aparência de legalidade às consultas e orientações prestadas.

O caso ganhou repercussão após a condenada se apresentar publicamente como médica especialista em cardiopatia infantil e afirmar ser sobrinha do prefeito de Manaus. De acordo com a polícia, ela mantinha um podcast sobre o tema e utilizava as redes sociais para reforçar uma falsa imagem de prestígio e autoridade na área médica. Após a operação que desmantelou o esquema, todos os perfis dela na internet foram apagados.

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Conforme a sentença, Sophia deverá cumprir pena em regime semiaberto. Como já estava presa desde o início do ano, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, a restrição ao perímetro urbano de Manaus, a proibição de contato com vítimas e familiares, mantendo distância mínima de 500 metros, além do impedimento de deixar a comarca sem autorização judicial.

A decisão judicial também reconheceu a prática de outros crimes previstos no Código Penal Brasileiro, relacionados à fraude e ao uso indevido de documentos. O caso reforça o alerta das autoridades sobre os riscos do exercício ilegal da medicina e a necessidade de verificação da habilitação profissional antes da realização de qualquer atendimento de saúde.

FONTE/CRÉDITOS: Texto: Maria Souza
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