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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
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Investigação aponta falhas graves e possível responsabilidade compartilhada em acidente com guindaste no Largo São Sebastião

Operador, auxiliares e empresas podem ter contribuído para a morte do artista Antônio “Suricate”, diz Polícia Civil

Investigação aponta falhas graves e possível responsabilidade compartilhada em acidente com guindaste no Largo São Sebastião
Reprodução
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A Polícia Civil do Amazonas informou, nesta segunda-feira (24), que a investigação sobre o acidente que matou um trabalhador durante a montagem da árvore de Natal no Largo São Sebastião, em Manaus, aponta para possível responsabilidade compartilhada entre o operador do guindaste, seus auxiliares e as empresas envolvidas na execução do serviço. O delegado Marcelo Martins afirmou que há indícios de falhas em procedimentos básicos de segurança e que várias pessoas devem ser ouvidas nos próximos dias.

Segundo Martins, o auxiliar que trabalhava junto ao operador não se apresentou à Polícia e ainda não foi localizado. Além disso, responsáveis pelas empresas contratadas também serão chamados para esclarecer a ausência de medidas obrigatórias de segurança. “Deveriam ter sido realizados uma série de procedimentos em relação à segurança desse tipo de operação de engenharia”, disse o delegado. O operador Antônio Benjamin de Lima Cunha, de 57 anos, foi autuado em flagrante por homicídio culposo.

Benjamin estava afastado pelo INSS e recebia auxílio-doença, mas alegou estar apto ao trabalho apesar de problemas cardíacos e do uso de um stent. Fantasiado de Papai Noel, ele pulou da cabine segundos antes do tombamento. O acidente matou o artista parintinense Antônio Paulo Rodrigues de Souza, de 40 anos, conhecido como “Antônio Suricate”, que estava na lança do guindaste. Outro trabalhador, Henes Libório Ramos, 47 anos, fraturou a perna e permanece internado.

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A investigação já identificou falhas graves, como ausência de plano de içamento (plano de rigging), falta de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), área sem isolamento adequado e inexistência de limitador de carga — equipamento essencial para evitar o tombamento de guindastes. “Esse equipamento não existia no guindaste, conforme verificado pela perícia. Também não havia autorização para que trabalhadores permanecessem sobre a estrutura içada”, afirmou Martins. O operador, que atuava como freelancer por R$ 300, disse possuir certificações, mas não apresentou documentos.

O delegado reforçou que o inquérito está no início e que o laudo pericial, previsto para ser concluído em até 30 dias, será fundamental para determinar falhas humanas, estruturais ou administrativas. Até o momento, a CenArt Produções e Serviços — contratada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (SEC) — não se pronunciou sobre o caso. O operador foi levado à audiência de custódia na manhã desta segunda-feira.

FONTE/CRÉDITOS: Texto: Maria Souza
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