A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (13), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga desvios de aposentadorias do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). A ofensiva cumpre mandados de prisão e medidas cautelares contra dez pessoas suspeitas de envolvimento no esquema, incluindo o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, apontado como um dos principais alvos da investigação. Até o momento, a defesa do ex-dirigente não se manifestou.
Ao todo, a operação cumpre 63 mandados de busca e apreensão em diversos estados, entre eles Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e também no Distrito Federal. A ação mobiliza centenas de agentes federais em todo o país e inclui parlamentares entre os investigados.
De acordo com nota divulgada pela PF, os investigados podem responder por inserção de dados falsos em sistemas oficiais, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O esquema, segundo os investigadores, teria provocado prejuízos milionários aos cofres públicos, beneficiando servidores e intermediários por meio de concessões fraudulentas de benefícios previdenciários.
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Segundo o órgão, há indícios de que a rede de fraudes atuava de forma estruturada, utilizando acessos privilegiados aos sistemas do INSS para liberar aposentadorias irregulares e ocultar a origem ilícita dos valores.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e o destino dos recursos desviados. A PF informou que novas fases da operação não estão descartadas, conforme o avanço da análise dos materiais apreendidos e das movimentações financeiras dos investigados.

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