O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas registrou crescimento de 9,86% no primeiro trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 43,7 bilhões, conforme dados divulgados nesta terça-feira (10) pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). Descontada a inflação pelo IPCA, o avanço real da economia foi de 4,16%, evidenciando uma expansão consistente na produção e nos serviços prestados no estado.
A indústria de transformação foi a grande protagonista do bom desempenho econômico, com destaque para a fabricação de produtos químicos, que cresceu 79,43% em relação ao primeiro trimestre de 2024 e 41,92% em relação ao trimestre anterior. A produção de máquinas e equipamentos também avançou de forma significativa: 23,55% na comparação anual e 34,76% frente ao quarto trimestre do ano passado. O setor de outros equipamentos de transporte teve alta de 9,99% e 15,01% nos mesmos recortes temporais.
O setor de serviços, responsável por uma fatia relevante da economia amazonense, totalizou R$ 19,16 bilhões no primeiro trimestre deste ano, apresentando crescimento nominal de 8,21% sobre o mesmo período de 2024. De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, a receita nominal subiu 6,57%, embora o volume de serviços tenha registrado uma leve alta de apenas 0,08%, o que indica ganhos mais concentrados nos preços do que no volume ofertado.
A agropecuária também teve desempenho positivo, movimentando R$ 1,56 bilhão no trimestre, com crescimento de 7,18% em relação ao mesmo intervalo de 2024. O destaque ficou por conta da produção de milho, que aumentou 15,29%. A soja teve alta de 4,04% e a mandioca, 0,98%, mostrando estabilidade e leve progresso na produção agrícola estadual.
Os resultados reforçam a tendência de recuperação e fortalecimento da economia amazonense após períodos de instabilidade, com a indústria liderando a retomada. O governo estadual atribui o crescimento à diversificação da matriz produtiva e ao fortalecimento de políticas de incentivo ao setor produtivo. A expectativa é de que, mantendo-se esse ritmo, o estado feche o ano de 2025 com um dos melhores desempenhos econômicos da região Norte.

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