A Polícia Civil da Paraíba afirmou que o influenciador digital Hytalo Santos e seu marido, o cantor Israel Natã Vicente, conhecido como MC Euro, planejaram uma fuga do Brasil e chegaram a estabelecer uma base provisória em São Paulo. O casal alugou uma casa próxima à capital paulista e foi preso em Carapicuíba, na Grande São Paulo, no dia 15 de agosto. Segundo a investigação, a mudança repentina tinha ligação direta com a possibilidade de expedição de um mandado de prisão contra eles.
De acordo com o diretor de operações da Polícia Civil da Paraíba, Carlos Othan, os dois viajaram de forma separada para tentar despistar as autoridades. Euro teria feito o trajeto de carro, registrado em câmeras de um posto de combustível, enquanto Hytalo seguiu de João Pessoa para Recife e embarcou em um voo para São Paulo. As viagens ocorreram logo após a divulgação de um vídeo do youtuber Felca, que acusa o influenciador de adultização de adolescentes e exploração sexual de menores. A gravação acumula quase 50 milhões de visualizações nas redes.
A repercussão acelerou o processo judicial e, pouco depois, a Justiça da Paraíba decretou a prisão preventiva do casal. Ambos já eram investigados desde 2023 pelo Ministério Público da Paraíba e pelo Ministério Público do Trabalho por crimes de exploração sexual infantil e tráfico de pessoas. “Todo esse contexto nos leva à conclusão de que a casa em São Paulo funcionaria como base provisória para preparar uma fuga”, disse Othan.
Após a prisão, Hytalo e Euro foram transferidos para João Pessoa no dia 28 de agosto. Durante a audiência de custódia, a defesa solicitou que os dois fossem levados para a Penitenciária de Tremembé, em São Paulo, sob a justificativa de que possuíam parentes no Estado e que a unidade ofereceria mais segurança para casais LGBTQIA+. O pedido, entretanto, foi negado, e eles foram encaminhados ao Presídio do Róger, onde cumprem o período inicial de reconhecimento.
Do lado de fora da prisão, dezenas de fãs se reuniram para apoiar o influenciador, com cartazes e manifestações de solidariedade. A defesa de Hytalo e Euro insiste na inocência do casal, classificando a prisão como uma medida “extrema” e “ilegal”. Os advogados também negam a versão da polícia sobre o plano de fuga e afirmam que a mudança para São Paulo ocorreu apenas pela proximidade com familiares.

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