A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro prepara uma petição ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que seu médico, Cláudio Birolini, e outros três auxiliares possam visitá-lo livremente na prisão domiciliar. A solicitação ocorre diante da piora no quadro de saúde do ex-mandatário, que voltou a sofrer fortes crises de soluço, conforme revelado por aliados próximos.
Atualmente, apenas familiares diretos como filhos, netos e noras têm autorização permanente para visitar Bolsonaro sem necessidade de aval prévio do ministro. Qualquer outra visita, inclusive de profissionais de saúde, precisa passar por autorização judicial, o que, segundo os advogados, pode comprometer a agilidade no atendimento médico necessário.
A situação clínica de Bolsonaro já vinha se agravando antes mesmo da decisão que o colocou em prisão domiciliar. As crises de soluço, que se tornaram recorrentes desde sua internação em 2021, voltaram a preocupar aliados e impulsionaram a ação da defesa junto ao STF.
Segundo a equipe jurídica, a presença de Birolini — responsável pela última cirurgia de Bolsonaro — é essencial para garantir a segurança do tratamento. A petição protocolada nesta quinta-feira (7), deve incluir relatórios médicos sobre o estado de saúde do ex-presidente, buscando sensibilizar o ministro quanto à urgência do pedido.

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