Durante discurso na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta segunda-feira (13), o vereador Coronel Rosses (PL) fez críticas contundentes à Prefeitura de Manaus e à cantora Ludmilla ao abordar os gastos com o festival Sou Manaus. O parlamentar afirmou que não há transparência na execução dos contratos e chegou a acusar a artista de ter vindo à capital amazonense para aliciar crianças.
"E o mais grave, nenhum registro de pagamento de cachê aos artistas que subiram o palco. Ou seja, não sabemos ainda, vereador Sabino, quanto a Ludmilla gastou, aliás, embolsou pra vir aqui aliciar nossas crianças", afirma.
Segundo o vereador, a prefeitura vem repetindo contratos com as mesmas empresas em diferentes edições do evento, sem novas licitações ou justificativas para os aditivos firmados. Ele também apontou a falta de registros de pagamentos de cachês aos artistas que se apresentaram, citando Ludmilla como exemplo e classificando a ausência de informações como um crime contra o dinheiro público.
Rosses questionou ainda o aumento expressivo do orçamento do Sou Manaus, que passou de R$ 2 milhões em 2022 para mais de R$ 25 milhões em 2025. De acordo com ele, não há documentos públicos que comprovem gastos, notas fiscais ou valores pagos pela prefeitura aos artistas contratados.
O parlamentar afirmou que a documentação apresentada pela administração municipal é incompleta, confusa e repete notas fiscais de anos anteriores. Ele defendeu que o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) investiguem as possíveis irregularidades e cobrem explicações da prefeitura sobre o uso dos recursos públicos.
Rosses informou ainda que ingressou com uma ação popular para obrigar a Prefeitura de Manaus a detalhar os gastos do festival e apresentar as prestações de contas à população. Até o momento, nem a prefeitura nem a equipe da cantora Ludmilla se manifestaram sobre as declarações do vereador.

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