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Artigo aponta o Amazonas como a nova fronteira do turismo LGBT+

Revista ViaG, especializada em turismo e diversidade, destaca potencial do Estado para atrair viajantes LGBT+ 

Artigo aponta o Amazonas como a nova fronteira do turismo LGBT+
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MANAUS (AM) – Em um momento de crescimento da atividade turística no Amazonas, um segmento começa a ganhar espaço entre as possibilidades de expansão do setor: o turismo LGBT+. Esse potencial ganhou destaque nacional na edição de setembro da revista ViaG – Turismo e Diversidade. No artigo “Amazonas: a nova fronteira do Turismo LGBT+”, o coordenador da International LGBTQ+ Travel Association (IGLTA) no Brasil e América do Sul, Clovis Casemiro, apresenta o Estado como um destino a ser cada vez mais descoberto por esse público. 

O executivo destaca que viajantes LGBT+ buscam há anos experiências ligadas à natureza, conservação ambiental e aventura, características que encontram espaço no Amazonas, onde a combinação entre floresta, cultura e gastronomia, aliada à procura por ambientes seguros e acolhedores, abre oportunidades em um mercado que movimenta bilhões e valoriza destinos capazes de unir diversidade e hospitalidade.

A discussão ocorre em um cenário de expansão do turismo amazonense. Entre janeiro e outubro de 2025, o Estado recebeu 379.662 turistas, crescimento de 14,15% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Amazonastur. Foram 295.629 visitantes nacionais e 74.231 estrangeiros, com altas de 8,25% e 40,55%, respectivamente. A receita direta parcial gerada pelo turismo foi estimada em aproximadamente R$ 755 milhões no período. Dados da Pesquisa Mensal de Serviços, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também apontaram crescimento de 6,9% das atividades turísticas no Amazonas.

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Coordenador da International LGBTQ+ Travel Association (IGLTA) no Brasil e América do Sul, Clovis Casemiro (Divulgação)

 

Experiências com diversidade e segurança

Três empresas integrantes da IGLTA no Amazonas são apontadas por Casemiro como exemplos desse movimento: Amazonas Destination, Amazon Pride Xperience (APX) e Iguana Tour. Na Amazonas Destination, Jaime Mendonça Jr. destaca que a hospitalidade está entre os principais diferenciais do Estado. “O maior encanto desta terra não está apenas na floresta ou nos rios, mas no acolhimento das pessoas — um tesouro que transforma qualquer visitante em apaixonado pelo Amazonas”, afirma o responsável pela empresa.

Já a APX trabalha diretamente com a construção de experiências voltadas ao acolhimento desse público. “Na APX trabalhamos o Turismo LGBT+ no Amazonas a partir de uma perspectiva de acolhimento, segurança, autenticidade e experiências que conectam o viajante à cultura e à natureza amazônica”, explica a empresária Milena Pereira da Silva. Segundo ela, a proposta é permitir que cada pessoa conheça o Estado “com liberdade, respeito e pertencimento”.

Com mais de três décadas de atuação no turismo amazonense, a Iguana Tour também vem investindo na preparação para receber esses viajantes. De acordo com Caio Vieira, a empresa tem capacitado colaboradores e guias para um atendimento inclusivo, além de estabelecer parcerias e participar de eventos ligados ao segmento. Entre as iniciativas está a Expedição Amazônia Plural, experiência que reúne floresta, cultura, comunidades locais e diversidade.

Para Casemiro, o potencial do Estado vai além das paisagens naturais. O coordenador da IGLTA cita a presença dos chamados Bois da Diversidade, como Boi Boiola, Boi Rasgadinho e Boi Grelhação, nas festividades de Parintins e Manaus, além do fortalecimento da hotelaria, com opções que vão dos hotéis de selva aos hotéis-boutique da capital. Experiências de turismo de base comunitária, contato com comunidades locais, artesanato e gastronomia também aparecem entre os elementos destacados pelo executivo.

Turismo LGBT+ movimenta mais de US$ 218 bilhões por ano no mundo (Divulgação)

 

Mercado de bilhões

A aproximação do Amazonas com esse público também representa uma oportunidade econômica. Segundo dados da IGLTA, o turismo LGBT+ movimenta mais de US$ 218 bilhões por ano no mundo. No Brasil, estimativas da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil apontam que o segmento injetou aproximadamente R$ 600 bilhões na economia em 2024, considerando áreas como viagens, eventos, gastronomia, moda e entretenimento.

O perfil de consumo também chama atenção. Levantamento da consultoria Out Now aponta que turistas LGBT+ realizam, em média, quatro viagens por ano, permanecem entre cinco e sete dias em cada destino e apresentam gasto 30% superior ao de turistas heterossexuais. Mais do que atrativos naturais, porém, conquistar esse viajante passa pela capacidade de oferecer experiências nas quais segurança, respeito e liberdade façam parte da viagem.

Leia a revista na íntegra

FONTE/CRÉDITOS: Eduardo Figueiredo/Política Diversa
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