É mais barato atravessar um carro de passeio de balsa do Porto da Ceasa, em Manaus, até o Careiro da Várzea do que apenas acessar o Porto Organizado de Manaus para buscar uma encomenda. Apesar de descontos para pedestres, as tarifas cobradas pela Estação Hidroviária do Amazonas e pela Empresa de Revitalização do Porto de Manaus continuam entre as mais altas da região.
Até junho, o acesso de pedestres custava R$ 10, com desconto de R$ 5. Após o reajuste no dia 8 daquele mês, a tarifa subiu para R$ 12, e os passageiros passaram a pagar R$ 8. Para veículos de passeio, o valor saltou de R$ 50 para R$ 60, enquanto picapes e carros médios passaram de R$ 60 para R$ 72, em um aumento médio de 20%. Quem apenas retira encomendas em embarcações também é obrigado a arcar com a cobrança.
Já no Porto da Ceasa, os valores são menores: pedestres desembolsam R$ 10 pela travessia, e veículos de passeio pagam entre R$ 40 e R$ 50, dependendo do porte. Assim, a travessia completa de um carro pelo rio chega a custar menos do que a simples entrada no Porto de Manaus.
As concessionárias alegam que os preços refletem os custos de manutenção da estrutura centenária do porto, que opera sob arrendamento privado e não recebe recursos da União ou do Estado. Entre as despesas listadas estão seguro de responsabilidade civil, vigilância com sistema de CFTV compartilhado com a Sefaz e a Polícia Federal, além de equipe de apoio para veículos e embarcações.
As empresas reforçam ainda que o Porto de Manaus utiliza sistemas de venda eletrônica de passagens e cadastro de passageiros e veículos, o que auxilia órgãos de segurança em investigações e no rastreamento de cargas. Segundo elas, essas responsabilidades não existem no Porto da Ceasa, que não exige manutenção de embarcações nem possui sistema de monitoramento integrado, tornando, na visão das concessionárias, a comparação de preços entre os dois portos inadequada.

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