A Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Amazonas (Assotram), em parceria com o Fundo Brasil, dará início a um curso de formação em Direitos Humanos, com aulas aos sábados no Conjunto Eldorado, na rua Virgílio Freire, número 27. O curso visa capacitar pessoas LGBTQAI+ em questões sociais, e faz parte de um esforço contínuo da associação, que já promoveu formações políticas e, atualmente, se concentra na temática dos direitos humanos.
As inscrições estarão abertas até o dia 27 de setembro. Para a coordenadora do projeto, Joyce Alves, a iniciativa representa um passo significativo para o fortalecimento e empoderamento da comunidade LGBTI+ no Amazonas, promovendo inclusão e a luta por direitos igualitários.
“Uma das nossas principais violações é a falta de informação. Acreditamos que a educação é um instrumento fundamental para a transformação cultural e social”, afirma Joyce ao Diversa AM.
Joyce detalha que a formação contará com a participação de Michelle Pires, travesti associada da Assotram, com mestrado e doutorando em andamento, que ministrará as aulas.
“Serão 8 módulos, abrangendo desde a trajetória dos direitos humanos até temas como direitos da população LGBT, violência de gênero, racismo, capacitismo e os direitos dos povos indígenas”, explica.
Agenda
O curso é voltado prioritariamente para a população LGBTI+, mas aberto a todos os interessados. As aulas ocorrerão aos sábados, a partir das 16 horas, (horário escolhido para tentar evitar o calor intenso que a populção tem sofrido nos ultimos meses). “Os módulos acontecerão a cada dois sábados, com atividades e materiais para discussão no sábado seguinte”, comenta Joyce.
O interesse pelo curso já superou as 25 vagas iniciais, levando a associação a considerar a ampliação da turma. Além do curso de Direitos Humanos, a Assotram também planeja iniciar uma formação em teatro, abordando temas como o tráfico de pessoas, e retomará oficinas de biojóias e culturas criativas.
“Estamos entrelaçando várias abordagens, pois acreditamos que todas essas formações contribuem para o fortalecimento da comunidade e para o enfrentamento das violações que vivemos diariamente”, afirma Joyce.

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