O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) — condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da trama golpista — deixou a prisão domiciliar na manhã deste domingo (14/9) para realizar um procedimento médico no Hospital DF Star, em Brasília.
Esta foi a primeira vez que Bolsonaro saiu de casa desde a condenação. Na chegada, foi recebido por cerca de 50 apoiadores vestidos com camisetas da Seleção Brasileira e portando bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos. O ex-presidente não conversou com simpatizantes nem com a imprensa. A movimentação foi acompanhada por viaturas da Polícia Militar e por um reforço na segurança.
Segundo relatório médico, Bolsonaro apresenta um “nevo melanocítico do tronco”, uma pinta geralmente benigna, e uma “neoplasia de comportamento incerto”, lesão cutânea que só poderá ser confirmada como benigna ou maligna após análise laboratorial. As duas foram removidas em procedimento ambulatorial, sem necessidade de internação, com alta prevista para o mesmo dia.
A saída foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, após solicitação do advogado Celso Vilardi. A decisão determinou que Bolsonaro fosse acompanhado pela polícia penal durante todo o trajeto e a permanência no hospital.
Moraes também ressaltou que a autorização não suspende as medidas cautelares já impostas, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acessar redes sociais.
Esquema reforçado
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal foi acionada para reforçar o esquema de segurança no deslocamento. Além da escolta, o STF exigiu que todos os veículos que saíssem da residência do ex-presidente fossem vistoriados, a fim de garantir controle total da operação.

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