O Amazonas segue atraindo brasileiros em busca de oportunidades, mas ao mesmo tempo registra uma saída expressiva de seus próprios moradores. Dados do Censo 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 9% da população do estado é composta por migrantes, enquanto cresce o contingente de amazonenses que deixam a região, sobretudo rumo ao Sul do país.
Entre os 4,3 milhões de habitantes do estado, aproximadamente 387 mil nasceram em outras partes do Brasil. O Pará lidera como principal origem, com 152,5 mil pessoas, seguido de Maranhão (27,9 mil), Acre (27 mil), Ceará (25,7 mil) e Rondônia (21,9 mil). Minas Gerais também aparece como um polo emissor, com 6,2 mil moradores instalados no território amazonense.
Em alguns municípios, a presença de migrantes se destaca ainda mais. Em Apuí, metade da população vem de fora (50,06%). Já Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva apresentam índices de 27,43% e 21,56%, respectivamente, reforçando a importância do movimento migratório interno na formação social do estado.
Mas o fluxo não é de mão única. O IBGE mostra que muitos amazonenses também buscam oportunidades em outros lugares. O Pará é o principal destino, com 44,2 mil ex-moradores do Amazonas, seguido por Rondônia (35,9 mil), Roraima (29,2 mil) e Acre (27,9 mil).
Nos últimos anos, porém, o destaque tem sido a região Sul. Entre 2010 e 2022, o número de amazonenses no Rio Grande do Sul cresceu de 1.164 para 5.684. No Paraná, o salto foi de 2.014 para 13.771, enquanto em Santa Catarina o crescimento foi ainda mais expressivo, de 1.335 para 14.361. A tendência revela novas dinâmicas migratórias e lança desafios para a compreensão dos fatores sociais e econômicos que influenciam essas escolhas.

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