MANAUS (AM) - A Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) se manifestou por meio de nota, nesta quinta-feira, 11, sobre a condenação do ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e à organização criminoso.
No documento, a Conaq revela que “recebeu com alívio e espírito de justiça a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)”. Para a entidade, a sentença demonstra de forma inequívoca que ninguém está acima da lei e que os ataques à democracia terão sempre resposta firme das instituições.
Segundo a nota, para os quilombolas, este momento tem um significado profundo e simbólico. “Bolsonaro, ao longo de sua trajetória, não apenas atentou contra as regras democráticas, como também construiu sua imagem pública com declarações e atitudes marcadas por preconceito e violência simbólica”, destaca a Conaq, relembrando um episódio que ocorreu em 2017, quando o ex-presidente afirmou que os quilombolas “não serviam nem para procriar”.
“Essa fala, que traduz o racismo estrutural que ainda atravessa o Brasil, é um exemplo do tratamento de desumanização e desprezo a que nossas comunidades foram submetidas por ele enquanto figura pública e como governante”, relembra.
Vitória da democracia
De acordo com a Conaq, a condenação de Bolsonaro representa a vitória da democracia. “Hoje, a justiça alcança aquele que tentou apagar nossas histórias e negar nossos direitos, celebramos mais do que um resultado judicial: comemoramos a afirmação de nossa existência e da força de nossa luta.”, celebra a coordenação.
Para a comunidade, a decisão do STF trata-se de um passo importante no caminho da reparação histórica, sinalizando que o país não tolera mais discursos de ódio, ataques racistas e tentativas de enfraquecer a diversidade cultural que compõe o Brasil.

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