A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em julho de 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (16) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. Este é o menor índice desde o início da série histórica, em 2012. O total de pessoas ocupadas alcançou 102,4 milhões, também recorde, enquanto a população desempregada foi estimada em 6,1 milhões — o número mais baixo desde o fim de 2013.
O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas em idade ativa que estão empregadas, chegou a 58,8%, marca histórica para o país. O crescimento veio tanto do setor privado quanto do setor público, impulsionado pela criação de vagas formais e pelo avanço dos empregos com carteira assinada, que também bateram recorde no período.
Outro dado positivo é a massa de rendimentos, que somou R$ 352,3 bilhões no trimestre, o maior volume já registrado. O rendimento médio dos ocupados subiu para R$ 3.484. A taxa de informalidade caiu para 37,8%, abaixo do trimestre móvel anterior (38%) e inferior à registrada em igual período de 2024 (38,7%).
Apesar do avanço da formalização, o número de trabalhadores por conta própria atingiu 25,9 milhões, novo recorde. O crescimento foi de 1,9% em relação ao trimestre anterior e de 4,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse aumento mostra que a flexibilização das formas de ocupação também tem ganhado espaço no mercado.
Por outro lado, os profissionais sem vínculo formal continuam a representar um contingente expressivo. O país registrou 38,8 milhões de pessoas nessa condição em julho, número maior que o apurado no trimestre anterior (38,5 milhões) e superior ao de um ano atrás (38,7 milhões). O total de empregados do setor privado sem carteira assinada, estimado em 13,5 milhões, manteve-se estável.

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