Os pré-candidatos Eduardo Braga (MDB) e Alberto Neto (PL) despontam como favoritos para ocupar as duas vagas do Amazonas no Senado Federal a partir de 2027. É o que aponta uma pesquisa do Instituto de Pesquisa do Norte (Ipen), encomendada pelo G6, grupo formado por seis veículos de imprensa do Estado. O levantamento mostra que o atual senador Braga lidera com 29,1% dos votos válidos, seguido por Alberto Neto, com 21,8%. O governador Wilson Lima (União Brasil) aparece em terceiro lugar, com 17,2%.
O estudo foi realizado entre os dias 18 e 25 deste mês, em 12 municípios do Amazonas, com 1.500 eleitores entrevistados. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O Ipen apresentou aos entrevistados um gráfico com fotos e nomes dos candidatos, perguntando em quem votariam se a eleição fosse hoje. O formato buscou simular o cenário real das urnas para captar com maior precisão a tendência de voto.
Quando considerados os eleitores indecisos, que ainda não sabem em quem votar, os percentuais mudam levemente. Eduardo Braga segue na frente com 27,3%, Alberto Neto tem 20,2% e Wilson Lima 16,1%. Os demais nomes seguem equilibrados: Marcos Rotta (10,9%), Marcelo Ramos (9,6%) e Plínio Valério (9,3%). Brancos e nulos somam 3,3%, enquanto 3,1% dos entrevistados ainda não se decidiram.
A pesquisa também revelou diferenças significativas entre a capital e o interior do estado. Braga tem seu maior apoio fora de Manaus, onde atinge 34,8% das intenções, contra 21,2% na capital. Já Alberto Neto lidera em Manaus com 26,1%, mas registra apenas 13,3% no interior. Wilson Lima, por sua vez, tem desempenho mais equilibrado, com 24,1% no interior e 9,7% na capital.
O levantamento do Ipen abrangeu Manaus e outras 11 cidades do interior, entre elas Parintins, Coari e Tefé, oferecendo um retrato abrangente da preferência eleitoral no estado. A pesquisa reforça a força política de Braga, que busca a reeleição, e de Alberto Neto, que se consolida como nome competitivo na capital. O cenário, embora ainda sujeito a mudanças, indica que a disputa pelas vagas no Senado será acirrada em 2026.

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