Manaus será tomada por uma programação artística intensa e sensorial com a realização da II Convenção Amazônida de Circo e Artes Performáticas (II CACIRCO). Um dos grandes destaques do evento são as apresentações abertas ao público, que prometem transformar diferentes espaços da cidade em verdadeiros palcos de encantamento, emoção e experimentação.
Divididos em três grandes momentos, Noite Vitória Régia, Noite Uirapuru e Noite de Gala, os espetáculos reúnem artistas da Amazônia e de outras regiões do país, em uma mostra potente da diversidade estética e da força criativa do circo contemporâneo.
Espetáculos como experiência sensorial
Mais do que apresentações, os espetáculos da II CACIRCO são concebidos como experiências que atravessam o corpo, a imaginação e o território amazônico.
Com números que envolvem acrobacias, palhaçaria, dança aérea, malabarismo e equilibrismo, o público é convidado a mergulhar em narrativas que dialogam com identidade, memória, afeto e resistência.
“A palavra aqui não explica a prática. Ela tensiona, amplia e devolve sentido ao gesto. Os espetáculos emergem desse encontro como síntese e explosão”, afirma Jean Winder.
Três noites, três universos
A programação artística foi estruturada em três noites temáticas, cada uma com sua identidade e proposta estética:
Noite Vitória Régia- abre a programação com apresentações que evocam o território amazônico, suas simbologias e poéticas.
Noite Uirapuru- traz ao palco a diversidade de linguagens e a experimentação artística, reunindo diferentes estilos e narrativas.
Noite de Gala - momento de celebração do circo, com performances de alto nível técnico e artístico.
“São rituais contemporâneos onde diferentes estéticas e trajetórias se cruzam, revelando a potência do circo produzido a partir da Amazônia.”
Circo que nasce do encontro
As apresentações também são resultado direto dos processos vivenciados ao longo do evento, incluindo oficinas, trocas e experiências coletivas entre artistas. Essa conexão entre formação e cena fortalece o caráter vivo e dinâmico do circo, onde o palco se torna extensão dos encontros e das vivências compartilhadas.
“O encontro entre artistas locais e de fora não se dá pela lógica da importação, mas pela troca horizontal, onde saberes se contaminam e se reinventam”, destaca o artista.
Acesso democrático à arte
Todas as apresentações são gratuitas e abertas ao público, com classificação livre, garantindo que pessoas de diferentes idades possam vivenciar o universo do circo.
O evento também contará com recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras, audiodescrição e estrutura adaptada. Além disso, como contrapartida social, parte da programação será levada a escolas públicas periféricas, ampliando o acesso e formando novos públicos para as artes circenses.
Manaus como palco e protagonista
Ao ocupar espaços simbólicos da cidade, a II CACIRCO reafirma Manaus como um polo ativo de produção cultural e artística na Amazônia.
Mais do que receber espetáculos, a cidade se torna protagonista de uma cena que cresce, se fortalece e se reinventa a partir de seus próprios territórios.
“É uma ação de deslocamento. Desloca o olhar sobre o circo. Desloca o lugar da Amazônia na produção cultural. Aqui, o corpo é o próprio território onde o mundo acontece”, enfatiza Jean Winder.
Realização
A II CACIRCO é organizada pela Companhia Circo Caboclo, coletivo artístico sediado em Manaus, responsável pela gestão, curadoria e execução do projeto. Este projeto foi contemplado no Edital Macro Chamamento Público n° 002/2024 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura-PNAB.

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