MANAUS (AM) - A estiagem severa que assola os rios da Amazônia tem causado impactos significativos em diversos setores, um dos principais afetados é o setor econômico. Os flutuantes do Tarumã-Açu, na zona Oeste de Manaus, por exemplo, já começaram a anunciar a suspensão das atividades.
O Abaré Sup, um dos mais famosos e badalados, encerrou as atividades desta temporada nesse domingo, 15. Um comunicado nas redes sociais destaca que essa foi a temporada mais curta em 10 anos.
“Que possamos refletir sobre as mudanças climáticas e compreender nosso papel individual neste momento da humanidade”, destaca a nota.
O Flutuante das Rosas, espaço alugado para confraternização, também anunciou por meio das redes sociais a suspensão das atividades, por tempo indeterminado, devido à estiagem severa.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), no Rio Tarumã-Açu, na cidade de Manaus, existem cerca de 913. Desses, 194 são residenciais, 251 são garagens, 53 são píeres e 415 são comerciais que operam com recreação e lazer.
A reportagem tentou contato com a Associação dos Flutuantes para saber se há uma estimativa de prejuízo mas até a publicação deste texto não recebemos resposta.
Emergência
A Prefeitura de Manaus decretou emergência na capital amazonense em razão da estiagem. O Decreto nº 5.983 tem validade de 180 dias. A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg) fica autorizada a adotar as medidas necessárias ao mapeamento dos riscos e minoração dos efeitos decorrentes da estiagem.
Entre as ações previstas estão: planejar, organizar, coordenar e controlar medidas a serem empregadas durante a situação de anormalidade; articular-se com as esferas federal e estadual, a fim de combater a emergência; encaminhar ao chefe do Poder Executivo municipal relatórios técnicos sobre a emergência; divulgar à população as informações necessárias sobre a situação de emergência e o resultado das ações para controle dos efeitos da estiagem no município de Manaus; propor de forma motivada, a contratação temporária de profissionais, aquisição de bens, material e contratação de serviços necessários à atuação na situação de anormalidade, no que couber; e adotar os meios necessários para implantação do Plano Operativo, bem como outros planos e ações que venham a ser propostos para atendimento do disposto nesse decreto.

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