MANAUS (AM) – O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), se pronunciou pela primeira vez sobre a polêmica viagem à ilha de St. Maarten, um dos destinos mais luxuosos do Caribe, enquanto Manaus sofria com as fortes chuvas e apagão elétrico. Em entrevista à coluna Sim & Não do Jornal A Crítica, publicada nesta quinta-feira, 13, Almeida declarou que foi repreendido pelo irmão, o pastor Disraelli Almeida.
Ainda segundo a publicação, a viagem do prefeito e da primeira-dama de Manaus, Izabelle Fontenelle causou um climão na família Almeida. “Sim recebi uma chamada do meu irmão. De fato, errei ao ter aceito o convite para ir a um clube, quando deveria estar na igreja. Esse foi meu único erro, e já me arrependi. O resto fica para o julgamento das pessoas”, declarou o prefeito.
Sobre as acusações de que a viagem teria sido bancada por empresários que possuem contratos milionários com a prefeitura, David Almeida negou. “Viajei com os meus recursos”, afirmou Almeida. Ele destacou que a Câmara Municipal de Manaus (CMM) foi oficialmente informada sobre a viagem. “Não cometi qualquer ilegalidade”, sustentou o prefeito.
Vereadores não querem explicações
A maior parte dos vereadores de Manaus rejeitaram o requerimento com pedido de explicações sobre a viagem. Nessa quarta-feira, 12, durante sessão plenária, 24 parlamentares votaram pela derrubada do requerimento, apenas 11 foram favoráveis.
No entanto, o vereador Coronel Rosses (PL), pediu ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM), uma investigação para apurar supostas ilegalidades na viagem internacional do prefeito, no momento em que Manaus era castigada com fortes chuvas que causaram prejuízos a dezenas de famílias.
MP vai investigar
A denúncia foi recebida pelo MP e encaminhada ao Centro de Apoio Operacional de Proteção e Defesa dos Direitos Constitucionais do Cidadão, dos Direitos do Consumidor e da Defesa do Patrimônio Público (CAO-PDC) para distribuição às Promotorias de Patrimônio e posterior instauração de Notícia de Fato.
O Ministério Público vai investigar se a viagem teve despesas custeadas por fornecedores que mantêm contratos com a prefeitura. Se confirmado, o prefeito poderá responder por crimes de corrupção passiva, peculato, improbidade administrativa e lavagem de dinheiro.

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