Os partidos políticos ocupam a última posição no ranking de confiança das instituições no Brasil, segundo pesquisa Genial/Quaest. Apenas 36% dos entrevistados afirmaram confiar nessas organizações, índice inferior ao dos juízes de futebol (43%) e das redes sociais (41%). O levantamento ouviu 12.150 pessoas entre os dias 13 e 17 de agosto.
O estudo revela uma piora generalizada no grau de confiança dos brasileiros nos últimos quatro anos. Instituições de fé e forças de segurança seguem no topo da lista: a Igreja Católica aparece com 73% de confiança, seguida da Polícia Militar (71%), Forças Armadas (70%), igrejas evangélicas (65%), prefeitos (63%) e bancos (63%).
No outro extremo, além dos partidos, o Congresso Nacional enfrenta forte desconfiança: 52% dos entrevistados afirmaram não confiar nos parlamentares. Já o Supremo Tribunal Federal (STF) divide opiniões, com 50% de confiança e 47% de desconfiança. Para o CEO da Quaest, Felipe Nunes, os dados revelam uma crise de representatividade e o distanciamento da população das instituições democráticas.
Segundo Nunes, o ranking evidencia que “as instituições de fé e força aparecem mais confiáveis que as instituições democráticas, que, por sua vez, são mais confiáveis que juízes de futebol e redes sociais”. A análise reforça a percepção de que, enquanto instituições políticas perdem espaço, setores ligados à religião e à segurança mantêm alto grau de credibilidade junto à população.
A pesquisa ainda mostra que a queda de confiança não é isolada: praticamente todas as instituições registraram recuo desde 2021. O resultado aponta para um desafio crescente de reconstrução da credibilidade democrática no país, especialmente no campo político, onde partidos e Congresso enfrentam os maiores índices de rejeição.


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