O Supremo Tribunal Federal (STF) deve concluir, nesta quinta-feira (11), o julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus acusados de participação em uma trama golpista. A sessão, prevista para as 14h, deve definir condenações e absolvições, após quatro dias de debates na Primeira Turma da Corte.
Na quarta-feira (10), o ministro Luiz Fux surpreendeu ao apresentar voto pela absolvição de Bolsonaro, alegando falta de provas para responsabilizá-lo pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito, organização criminosa, dano qualificado e dano ao patrimônio tombado. O voto, que durou mais de 11 horas, foi considerado inesperado por advogados e parlamentares que acompanharam a sessão.
Segundo Fux, “não há provas suficientes para imputar ao réu Jair Messias Bolsonaro os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado”. Com isso, o placar parcial ficou em 2 a 1 pela condenação da cúpula do grupo, mas com divergência em relação ao ex-presidente.
A ministra Cármen Lúcia deve abrir a votação desta quinta, seguida pelo presidente do colegiado, ministro Cristiano Zanin, responsável por encerrar o julgamento. A expectativa é que ambos apresentem seus votos ainda hoje, o que definirá o destino de Bolsonaro e dos demais acusados.
Após a definição sobre condenações e absolvições, a Corte deve se reunir na sexta-feira (12) para discutir e fixar as penas dos réus considerados culpados. Entre eles, destacam-se os ex-auxiliares de Bolsonaro, Mauro Cid e Walter Braga Netto, apontados como mentores da trama golpista.

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