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UNIVAJA critica plano do governo para o Vale do Javari em nota divulgada às vésperas de ato com ministra Sonia Guajajara

Organização indígena contesta mudanças no plano de proteção territorial e cobra presença efetiva do Estado na região

UNIVAJA critica plano do governo para o Vale do Javari em nota divulgada às vésperas de ato com ministra Sonia Guajajara
Divulgação/Superintendência Regional de Polícia Federal no Amazonas
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A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA) divulgou uma nota pública nesta quarta-feira (12) questionando a execução do Plano de Proteção Territorial da Terra Indígena Vale do Javari (PPTI-Vale do Javari), no mesmo dia em que a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, participa de um evento em Tabatinga (AM) para anunciar os resultados da iniciativa. Para a organização indígena, o governo federal não tem cumprido as diretrizes originais do plano, construído em 2023 com apoio direto de lideranças indígenas e dos indigenistas Bruno Pereira e Fabrício Amorim.

Segundo a UNIVAJA, o plano foi elaborado de forma detalhada, com ações pensadas para curto, médio e longo prazo. No entanto, os indígenas afirmam que as medidas atualmente implementadas pelo governo são pontuais e não refletem as reais necessidades de quem vive no território. A entidade ainda denuncia que mudanças no plano foram feitas sem consulta prévia às comunidades envolvidas. “Entendemos também que as ações apresentadas até o momento são pontuais e não seguem em conformidade com o plano apresentado pela UNIVAJA o qual, até onde compreendemos, foi modificado sem um processo de escuta por parte de nossa comunidade”, diz a nota.

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A organização também cobra garantias orçamentárias e operacionais para assegurar a presença permanente de órgãos do Estado, como Exército, Marinha, Polícia Federal, FUNAI e IBAMA, em uma região marcada por forte pressão de atividades ilegais e por sua localização estratégica na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. Segundo a nota, “convivemos com o agravante da vizinhança de uma tríplice fronteira”, o que torna ainda mais urgente uma atuação contínua das instituições públicas.

Apesar das dificuldades, a UNIVAJA destaca os avanços obtidos pelas próprias comunidades indígenas em ações de proteção territorial. As Equipes de Vigilância da UNIVAJA (EVU), reconhecidas pela ONU em 2024, foram ampliadas nos últimos anos. A entidade também inaugurou recentemente um centro de treinamento na Terra Indígena Quixito, voltado à formação de novos agentes de vigilância, inclusive de outros territórios indígenas do Brasil.

A nota também chama atenção para o cenário de insegurança permanente no Vale do Javari, onde garimpeiros, madeireiros, pescadores e caçadores ilegais continuam agindo com frequência. “Seguimos tendo nossas vidas ameaçadas. Quem vive no Vale do Javari ainda enfrenta um dia a dia com ataques sistemáticos”, afirma o documento. A UNIVAJA reforça que reconhece a importância do plano, mas discorda dos resultados apresentados até o momento pelo governo.

Em um ano em que o Brasil se prepara para sediar a COP30, a UNIVAJA destaca que proteger a floresta exige mais do que compromissos internacionais: requer investimento concreto e escuta ativa dos povos originários. “O futuro dentro de um cenário de mudanças climáticas depende da luta pela preservação não só da Amazônia, mas da proteção de todos que nela vivem”, conclui a nota.

FONTE/CRÉDITOS: Texto: Maria Souza
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