Na última segunda-feira (29/9), a vereadora de Borba, Elizabeth Maciel (Republicanos), conhecida como Betinha, gerou forte repercussão após defender a violência contra mulheres durante um discurso no plenário da Câmara Municipal. O trecho da fala, em que a parlamentar dizia ser “a favor da violência contra a mulher”, viralizou rapidamente nas redes sociais e foi alvo de críticas de movimentos sociais, lideranças políticas e da população.
O episódio ocorreu durante uma discussão entre os vereadores Professora Jéssica (DC) e Pedro Paz (MDB). Ao comentar o embate, Betinha saiu em defesa do colega Pedro Paz, que havia levantado o dedo em plenário e acabou sendo alvo de um documento enviado à comissão de ética da Casa. Na ocasião, a vereadora declarou: “Eu digo com toda sinceridade, eu sou a favor da violência contra a mulher. Sim, quando o homem bate na mulher, eu aprovo. Tem mulher que merece apanhar”.
A fala foi considerada grave por entidades de defesa dos direitos das mulheres, que classificaram o posicionamento como um retrocesso inaceitável em um país que registra altos índices de feminicídio. Nas redes sociais, o vídeo ganhou grande alcance e intensificou a pressão por um posicionamento oficial da vereadora e até mesmo por medidas disciplinares dentro da Câmara de Borba.
Diante da repercussão negativa, Elizabeth Maciel publicou nesta terça-feira (30/9) um vídeo pedindo desculpas públicas. A parlamentar afirmou que suas declarações foram “inadequadas e infelizes” e que não refletem sua opinião pessoal. “Fui extremamente infeliz de maneira como me expressei e lamento profundamente que minhas palavras possam ter causado ofensa. Desculpa a todas que se sentiram ofendidas. Afirmo de forma clara e categórica que a violência contra a mulher é inaceitável e jamais pode ser tolerada ou justificada”, declarou.
Cumprindo seu sétimo mandato como vereadora, Elizabeth tenta agora conter os danos políticos após o episódio. Apesar do pedido de desculpas, a fala segue repercutindo entre eleitores e dentro da Câmara Municipal, onde ainda não está descartada a possibilidade de abertura de investigação na comissão de ética sobre a conduta da parlamentar.

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