A cantora amazonense Celestina Maria, aos 84 anos, é a grande homenageada no documentário "Celestina Maria, Minha Vida, Minha História", que será lançado nesta quinta-feira (10/07), às 19h30, no Mercado de Origem da Amazônia (MOA), localizado no Centro de Manaus. Com entrada gratuita e classificação indicativa a partir de 12 anos, o filme é dirigido e roteirizado por Rita Queiroz, que define a obra como um tributo ancestral ao feminino amazônico e à força da arte como ferramenta de resistência.
Figura emblemática da cultura popular, Celestina Maria é compositora e intérprete com uma trajetória marcada por fé, luta e amor à música. Mulher negra, artista veterana e símbolo de resistência, ela construiu sua carreira com base no samba, gênero que utiliza para contar histórias do cotidiano da Amazônia urbana. Canções como "Romance na Praia", "Um Mar de Lama" e "Uma Canção para Manaus" revelam o olhar sensível da cantora sobre temas sociais, afetivos e ambientais.
Segundo Rita Queiroz, o documentário mistura entrevistas, cenas do cotidiano e performances musicais para compor um retrato sensível e potente da artista. “Celestina transformou sua vida em poesia, sua voz em instrumento de permanência e sua arte em ferramenta de visibilidade”, afirma a diretora. O projeto é fruto do desejo de preservar a memória viva de uma mulher que se impôs pela arte em tempos de apagamento cultural e racial.
A canção “Um Mar de Lama”, por exemplo, é dedicada às vítimas da tragédia de Brumadinho (MG) e ilustra o compromisso social que marca o trabalho da cantora. “São músicas que nascem da raiz, da vivência e do sentimento de quem nunca deixou de acreditar no poder da palavra cantada”, destaca Rita. O filme busca valorizar essa trajetória e abrir espaço para novas gerações conhecerem a força da representatividade de Celestina.
Com formação em documentário pela AIC (Academia Internacional de Cinema), Rita Queiroz é reconhecida por sua atuação no audiovisual amazônico. O lançamento de "Celestina Maria, Minha Vida, Minha História" é mais do que uma exibição: é um ato de reconhecimento e celebração da cultura amazônica viva em uma de suas vozes mais autênticas.

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