MANAUS (AM) - Neste domingo, 13, a partir das 8h, ex-membros da religião Testemunhas de Jeová realizam um protesto na Avenida Paulista, em São Paulo, contra uma doutrina que orienta os fiéis a cortarem vínculos com familiares que deixam a igreja. O ato, organizado pelo Movimento de Ajuda às Vítimas das Testemunhas de Jeová, liderado por Yann Rodrigues, busca pressionar a liderança da denominação no Brasil a revogar as orientações publicadas na revista " A Sentinela" de maio de 2025 e em seu site oficial.
Os manifestantes denunciam que a doutrina tem levado a quadros graves de depressão, ansiedade e até suicídios entre ex-membros, devido ao rompimento forçado com pais, filhos, cônjuges e amigos. “Trata-se de uma violação ao direito de convivência familiar, disfarçada de orientação religiosa”, afirma Rodrigues, que foi discriminado desde os 15 anos de idade após deixar a igreja.
Durante o ato, o grupo também pedirá a retirada de outra diretriz polêmica: a exigência de duas testemunhas para que casos de pedofilia interna sejam investigados pelos anciãos da igreja, conforme publicado na Sentinela de maio de 2019. Para os ativistas, isso impede que abusos sejam punidos e mantêm vítimas em silêncio.
Essa não é a primeira mobilização do grupo, que em março esteve na sede da igreja, em Cesário Lange (SP), durante visita do líder internacional da denominação, Robert Ciranko.
A manifestação também visa chamar a atenção do Ministério dos Direitos Humanos para que haja fiscalização sobre o conteúdo doutrinário que, segundo o movimento, infringe garantias fundamentais previstas na legislação brasileira.

Comentários: