A nova ponte sobre o Rio Curuçá, no km 23 da BR-319, no município de Careiro da Várzea (AM), está prevista para ser concluída até setembro deste ano, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
A entrega marcará o encerramento de um capítulo trágico iniciado em setembro de 2022, quando a antiga ponte desabou, deixando cinco mortos e mais de dez feridos. Desde então, a travessia passou a depender de estruturas provisórias e do uso de balsas — estas também afetadas pela seca histórica de 2024.
As obras da nova estrutura, que terá 150 metros de extensão e 13 metros de largura, avançam rapidamente e já atingiram 75% de conclusão. A ponte foi projetada para suportar o tráfego de veículos pesados, reforçando a importância estratégica da BR-319 para o escoamento de produtos e o abastecimento da capital e de municípios do interior.
A reconstrução também busca prevenir novos incidentes, como os que ocorreram em sequência naquele mesmo ano, quando uma segunda ponte desabou no km 25 da rodovia.
Durante uma vistoria realizada no domingo (18), representantes do DNIT, parlamentares, prefeitos e membros da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus acompanharam o avanço das obras.
O superintendente do DNIT no Amazonas, Orlando Fanaia, destacou as dificuldades logísticas enfrentadas na região, especialmente pela falta de pavimentação em boa parte da rodovia. “É um desafio manter a rodovia trafegável, principalmente sem insumos básicos por perto. A pedra vem de muito longe”, afirmou.
Além da ponte sobre o Curuçá, o DNIT também trabalha na reconstrução da ponte sobre o Rio Autaz Mirim, que deve ser entregue até novembro. Um terceiro trecho, sobre o Igapó Açú, está em fase de licitação.
Juntas, as intervenções somam R$ 50 milhões em investimentos. De acordo com o senador Eduardo Braga (MDB), o foco agora é garantir que o cronograma seja cumprido e que as três pontes estejam em funcionamento até o fim de 2025.
Para o setor produtivo, as obras são cruciais. O presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag, defendeu a continuidade da pavimentação da BR-319 como medida para reduzir custos logísticos e melhorar o abastecimento de produtos perecíveis. “O transporte mais ágil garante preços mais baixos e produtos com maior validade. A BR-319 é fundamental para integrar o Amazonas ao restante do país”, concluiu.

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