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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026
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Racismo religioso no trabalho: como identificar e denunciar

Casos de intolerância contra religiões de matriz africana ainda são subnotificados e naturalizados nas relações profissionais

Racismo religioso no trabalho: como identificar e denunciar
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Racismo religioso é uma forma de discriminação que atinge principalmente seguidores de religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé. No ambiente de trabalho, essa violência pode se manifestar de maneira explícita, com ofensas e xingamentos, ou de forma velada, como piadas, exclusões e recusa de oportunidades. Reconhecer essas situações é o primeiro passo para combatê-las.

Segundo especialistas do Ministério Público do Trabalho (MPT), atitudes como isolar o trabalhador por causa de sua fé, desacreditar seus rituais, fazer "brincadeiras" ofensivas ou negar promoções com base em estigmas religiosos são indícios claros de racismo religioso. Esse comportamento, muitas vezes naturalizado no cotidiano, compromete a dignidade do trabalhador e pode ser denunciado tanto internamente quanto às autoridades competentes.

Um caso emblemático ocorreu recentemente em Brasília. Um varredor de rua foi demitido após relatar episódios de preconceito por ser adepto da umbanda. Segundo decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, ele sofreu xingamentos e discriminação religiosa por parte de colegas e superiores. A Justiça reconheceu o racismo religioso e condenou a empresa Valor Ambiental a pagar R$ 15 mil por danos morais.

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“A violência verbal também é violência. O trabalhador foi segregado por não seguir religiões eurocêntricas, o que configura violação à sua dignidade”, afirmou o desembargador Pedro Luís Vicentin Foltran, relator do caso. A empresa alegou que a demissão ocorreu por baixa performance e nega ter cometido discriminação, mas a Justiça entendeu que houve omissão diante das denúncias do funcionário.

A procuradora Danielle Olivares Corrêa, do MPT, reforça a importância de se criar políticas internas de combate ao racismo religioso. “É preciso educar e conscientizar os trabalhadores, criando espaços seguros para denunciar e discutir o tema. A fé de cada um deve ser respeitada — e o silêncio das empresas também discrimina”, alerta.

FONTE/CRÉDITOS: Texto: Maria Souza com informações Agência Brasil
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