A endocardite bacteriana é uma infecção séria que afeta o endocárdio, o revestimento interno do coração, e muitas vezes compromete as válvulas cardíacas. Um dos principais fatores de risco é uma infecção dentária não tratada, que permite que bactérias da boca, como a Streptococcus mutans, migrem para o coração e causem obstruções graves.
Segundo o cirurgião dentista Dr. Mike Ezequias, mesmo pessoas sem histórico de doenças cardíacas podem ser afetadas. “A bactéria presente naturalmente na boca pode causar vegetações nas válvulas cardíacas, dificultando o bombeamento do sangue e levando a insuficiência cardíaca, AVC ou embolia pulmonar. Cuidar dos dentes é cuidar do coração”, alerta o especialista.
Os sintomas da endocardite incluem febre prolongada, fadiga intensa, sudorese noturna, dores musculares, perda de peso e alterações no ritmo cardíaco. O diagnóstico é realizado por exames de sangue e ecocardiograma, e o tratamento exige semanas de antibióticos intravenosos. Em casos avançados, pode ser necessária cirurgia para reparar ou substituir válvulas danificadas.
A prevenção depende principalmente da higiene oral adequada e do acompanhamento regular com profissionais qualificados. Pacientes com risco cardíaco devem receber antibióticos profiláticos antes de procedimentos odontológicos invasivos, como extrações ou drenagem de abscessos, sempre seguindo orientação médica.
Dr. Mike reforça a importância da atenção à saúde bucal: “Não podemos descuidar do tratamento dentário, não apenas por conta dos dentes, mas porque a falta de cuidado pode levar a doenças graves com risco de vida. Procure um profissional qualificado e trate sinais persistentes como dor, inchaço ou secreção.”

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