MANAUS (AM) – Os empresários Cesar de Jesus Gloria Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Vagner Santos Moitinho foram presos pela Polícia Federal (PF) com mais de R\$ 1,2 milhão em dinheiro vivo, nessa terça-feira, 20, no Aeroporto Internacional de Brasília.
Eles mantêm contratos milionários com a Prefeitura de Coari, no interior do Amazonas, administrada por Adail Pinheiro (Progressistas), e são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro. As informações são da CENARIUM.
Durante o interrogatório, os três relataram à PF que seguiam para o Estado de Goiás com o objetivo de comprar materiais para as empresas que representam, todas com contratos públicos firmados com prefeituras da região Norte.
No entanto, os depoimentos apresentaram diversas contradições, segundo a Polícia Federal, que intensificou as investigações sobre a origem dos valores. Os empresários são sócios de companhias com ampla gama de atividades registradas junto à Receita Federal.
A reportagem identificou que Cesar de Jesus é sócio-administrador da empresa Comercial C-J Comércio de Produtos Alimentícios LTDA, inscrita no CNPJ nº 31.158.755/0001-42. A firma venceu o pregão presencial nº 015/2025-CCC, realizado pela Prefeitura de Coari, para o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) destinados à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Coari), em contrato de alto valor.
Constam na Ata de Registro de Preços itens como bolsas, mochilas, botas de couro, chapéus, capas de chuva, guarda-sóis e tênis unissex. Conforme dados da Receita Federal, a empresa possui uma extensa lista de atividades, que incluem desde a fabricação de alimentos e comércio varejista de carnes até manutenção de embarcações, serviços elétricos e instalação de painéis publicitários.
A sede está localizada em Presidente Figueiredo, município distante mais de 400 quilômetros de Coari.
As prisões e a apreensão da quantia em espécie reforçaram suspeitas sobre a legalidade dos contratos mantidos com prefeituras do interior amazonense.
A Polícia Federal segue apurando se há envolvimento em esquemas de desvio de verbas públicas e outras práticas criminosas. Até o momento, a Prefeitura de Coari não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

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