O movimento pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem ganhado repercussão nacional, especialmente após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ser pressionado por parlamentares e eleitores a analisar pedidos de afastamento. Um levantamento divulgado esta semana mostra que ao menos 37 senadores já se posicionaram a favor do impeachment ou demonstraram inclinação nesse sentido.
Entre os apoiadores, estão senadores da Região Norte, como Plínio Valério (PSDB-AM), Zequinha Marinho (Podemos-PA), Marcos Rogério (PL-RO), Marcio Bittar (União-AC), Jaime Bagattoli (PL-RO) e Alan Rick (União-AC). Os nomes representam um recorte de parlamentares mais alinhados à oposição ao Supremo e ao governo federal, geralmente ligados a pautas conservadoras.
Outros nomes do Norte, como Eduardo Gomes (PL-TO), Lucas Barreto (PSD-AP), Dr. Hiran (PP-RR) e Professora Dorinha (União-TO), ainda não se manifestaram publicamente sobre o tema, segundo o levantamento. Essa falta de posicionamento também é vista em mais da metade dos 81 senadores, o que demonstra a cautela política diante da pressão institucional.
Os pedidos de impeachment contra Moraes têm como base supostos abusos de autoridade em decisões monocráticas e investigações do STF, especialmente relacionadas ao inquérito das fake news e atos antidemocráticos. O ministro tem sido um dos principais alvos de críticas de setores da direita.
Apesar da mobilização, especialistas apontam que o cenário atual torna improvável que o processo avance no Senado, uma vez que o rito depende diretamente de decisão do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, que até agora tem descartado a abertura de qualquer processo contra ministros do STF.

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