O Amazonas registrou uma redução de 16,9% na taxa de desmatamento, contribuindo significativamente para que a Amazônia Legal alcançasse o menor índice de desmatamento dos últimos 11 anos. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, a área desmatada na região totalizou 5.796 km², uma queda de 11% em relação ao período anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por meio do projeto PRODES. O resultado marca o quarto ano consecutivo de redução na devastação da floresta.
Mesmo em um ano com o maior número de queimadas das últimas duas décadas, os resultados apontam avanços nas ações de monitoramento e fiscalização. O Ibama registrou, entre julho de 2024 e junho de 2025, 3.485 autos de infração relacionados à flora, totalizando R$ 2,57 bilhões em multas, e 2.712 termos de embargo, que somam 335 mil hectares de áreas bloqueadas. Com essas medidas, foi possível evitar o desmatamento de 1,9 milhão de hectares de vegetação nativa, reduzindo as emissões de 733 milhões de toneladas de CO₂ em comparação com 2022.
No contexto estadual, o Amazonas passou de 1.223 km² para 1.016 km² desmatados, respondendo por 17,5% do total da Amazônia Legal. O estado ficou atrás apenas do Pará (36,2%) e do Mato Grosso (27,1%) em área total desmatada. Entre os nove estados da região, oito registraram queda, com destaque para Tocantins (-62,5%), Amapá (-48,1%) e Roraima (-37,3%). O Mato Grosso foi o único a registrar aumento, com alta de 25%.
No Amazonas, a atuação fiscalizatória foi determinante para o resultado positivo. Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Ibama aplicou 275 autos de infração, somando R$ 228 milhões em multas, e 220 termos de embargo, que bloquearam 41 mil hectares de área. “Esse resultado é fruto direto do fortalecimento das operações de fiscalização e da ampliação de políticas públicas de conservação”, afirmou o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo.
Os números consolidados do PRODES 2025 mostram que, além da redução expressiva, o desmatamento caiu 50% em relação ao período 2021/2022, consolidando um novo ciclo de preservação. A tendência de queda reforça a importância da integração entre governos estaduais e federal no combate à destruição da Amazônia, apontando que a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável podem caminhar juntos na região.


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